Makson Rangel, apenas Max no mundo do futebol, leva uma vida de craque no futebol amador brasileiro. Aos 37 anos, representa atualmente 24 clubes diferentes e, por fim de semana, pode disputar até cinco jogos. Tudo para chegar ao golo mil na carreira, de preferência antes de Cristiano Ronaldo.
Para já, o brasileiro vai em 904, registados em dois cadernos dedicados exclusivamente a essa tarefa.
«Neste último fim de semana, por exemplo, fiz seis golos, quatro numa final. Fomos campeões em Indaiatuba e eu anotei os quatro golos da decisão. A malta da várzea (campeonatos amadores no Brasil) está a ajudar-me muito. Muitos amigos dizem: «Vamos chegar logo nesse milésimo». Deixam-me bater penáltis, dão assistência. Houve uma mobilização para poder alcançar essa marca», conta o jogador, ao Globoesporte.
Na juventude, Max tentou a sua sorte no futebol profissional, ao serviço de clubes como o Gênesis, o Independente de Limeira e a Portuguesa Santista, mas quando percebeu que no futebol amador poderia ter maior retorno financeiro, dedicou-se a ele de corpo e alma. Já lá vão 14 anos.
«Tudo o que sonhei viver no futebol profissional, vivo-o na várzea. Sou reconhecido no Brasil inteiro. Recebo convites de várias partes do país para jogar. Hoje, as crianças pedem-me um autógrafo, algumas dizem que querem ser o Max no futuro. Esses eram os sonhos que eu tinha no futebol profissional, poder ter reconhecimento. Sou muito feliz e realizado no futebol da várzea, onde consegui alcançar isso», admitiu.
Max garante que «um jogador de alto nível da várzea consegue tirar um salário muito bom», ao nível de um que dispute a Série B ou a Série A brasileiras, mas há um senão: pelo menos no seu caso, tem de representar 24 clubes diferentes numa só época para o conseguir, o que o obriga a disputar entre três a cinco partidas por fim de semana, em diferentes locais.
A exigente coordenação desse calendário é feita pela esposa, Daiane, que gere a sua carreira. «Sou eu quem controla a agenda, os valores, as equipas em que ele vai jogar e se dá ou não para fechar acordo», assegura.
Fonte: CNN Portugal







