InícioRevistaPolíticaChapo olha o livro sobre sua trajectória como instrumento para melhorar governação

Chapo olha o livro sobre sua trajectória como instrumento para melhorar governação

Chimoio, 25 de Agosto (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, considera que a obra “Daniel Francisco Chapo: A Vantagem e os Desafios de um Presidente Jovem”, do autor e Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, pode constituir um importante contributo para melhorar a governação, ao apresentar uma análise crítica do primeiro ano do seu mandato e propor caminhos para responder aos principais desafios do país.

Falando esta terça-feira, em Chimoio, durante o lançamento da obra, Chapo destacou o carácter crítico e construtivo do livro, defendendo que a diversidade de opiniões e a crítica são importantes para encontrar soluções e aperfeiçoar a acção governativa.

“Pensar diferente não é problema. Pelo contrário, é uma vantagem. Também criticar não é problema”, afirmou.

O Chefe do Estado revelou que acompanhou o processo de preparação da obra desde a fase inicial, tendo o autor solicitado a sua autorização para escrever sobre a sua trajectória e, posteriormente, apresentado o trabalho antes da publicação.

Segundo Chapo, apesar da sua dimensão, o livro apresenta uma reflexão aprofundada sobre as vantagens de um Presidente jovem, os desafios da governação e os possíveis caminhos para a sua superação, podendo servir de referência aos dirigentes e outros actores da sociedade.

Entre os principais temas abordados na obra, o Presidente destacou a necessidade de transformar a forma de governar e de agir, atribuindo particular importância ao papel da juventude e da mulher na construção do futuro de Moçambique.

“Temos que fazer de forma diferente para obtermos resultados diferentes, no sentido positivo”, sublinhou.

A obra aborda igualmente alguns dos principais desafios nacionais, incluindo o terrorismo em Cabo Delgado, a educação, a saúde e o combate ao roubo de medicamentos, além do Diálogo Nacional Inclusivo.

Para Chapo, a paz e a segurança constituem condições indispensáveis para o desenvolvimento económico e social do país, devendo ser acompanhadas pelo respeito pela lei e pelas instituições de soberania.

O livro faz ainda uma análise das principais medidas adoptadas durante o primeiro ano de governação, com destaque para o combate à corrupção, a transferência do Serviço Nacional de Investigação Criminal para a Procuradoria-Geral da República, a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique e as reformas nos sectores dos recursos minerais e petrolíferos.

Estas medidas, segundo o Presidente, inserem-se numa estratégia mais ampla de construção da independência económica do país.

Chapo reiterou que este objectivo não poderá ser alcançado apenas pelo Governo, defendendo o envolvimento de todos os moçambicanos na transformação da economia nacional.

“Como ele disse muito bem, o Presidente sozinho não vai conseguir alcançar esse objectivo. Por isso, apela e chama a todos para que cada um possa fazer a sua parte no trabalho”, afirmou.

O Chefe do Estado defendeu ainda uma visão abrangente do conceito de trabalho, valorizando todas as formas honestas de geração de rendimento como parte do esforço colectivo para promover o desenvolvimento.

Outro aspecto valorizado por Chapo foi a atenção dada pelo autor a episódios do seu quotidiano enquanto Presidente da República, incluindo a preocupação de pedir desculpas quando chega atrasado a um encontro, a necessidade de responder a chamadas e mensagens e a importância da humildade no exercício das funções.

Na perspectiva do estadista, estas observações ajudam a revelar dimensões do seu comportamento que nem sempre são perceptíveis no exercício das funções presidenciais.

Na parte final da sua intervenção, Chapo apelou à humildade e ao respeito nas relações entre as pessoas, independentemente da posição que ocupem na sociedade.

O Presidente lembrou que as funções e as circunstâncias da vida podem mudar e que ninguém pode prever antecipadamente o lugar que poderá ocupar no futuro, defendendo, por isso, relações baseadas no respeito mútuo e na valorização da dignidade de cada cidadão.

(AIM)

Redacção

 

Fonte: aimnews

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