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A Food and Drug Administration (FDA) deu luz verde ao daraxonrasib, um fármaco que promete quase duplicar a sobrevivência de doentes com cancro do pâncreas avançado. Na Europa, a agência equivalente já acelerou o processo de avaliação, e a chegada a Portugal pode estar próxima.
O cancro do pâncreas é conhecido por ser um dos mais agressivos e difíceis de tratar. Ainda que não esteja entre os 10 tipos de cancro mais frequentes a nível mundial, é o sexto que mais mortes causa, com cerca de 510 mil novos diagnósticos por ano, cerca de 1800 só em Portugal, segundo dados citados pelo Expresso.
Neste contexto, a do daraxonrasib pela FDA, a agência dos Estados Unidos da América (EUA) responsável por proteger e promover a saúde pública, foi recebida como uma boa notícia pela comunidade médica.
O medicamento, que vai ser comercializado com o nome Rasonque, destina-se a doentes com cancro do pâncreas metastático que já tenham passado por quimioterapia.
O fármaco atua sobre a mutação RAS G12, a mais comum neste tipo de cancro, permitindo que possa ser usado na maioria dos tumores e não apenas num subgrupo restrito de doentes.
Os resultados dos , , são o principal motivo de otimismo:
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p id="caption-attachment-1137842" class="wp-caption-text">Uma embalagem de daraxonrasib, medicamento da Revolution Medicines para o cancro do pâncreas, fotografado em Woodlands, no Texas, nos EUA, no dia 29 de maio de 2026. Crédito: Danielle Villasana/
Apesar destes números, os especialistas ouvidos pelo Expresso pedem cautela. O diretor da unidade de tumores digestivos da Fundação Champalimaud, Carlos Carvalho, alertou que não se trata de um medicamento milagroso, uma vez que a doença continua a progredir, ainda que mais lentamente e com melhor qualidade de vida para o doente.
Não obstante, Ana João Pissarra, da Sociedade Portuguesa de Oncologia, destacou o valor simbólico da descoberta, numa área onde há muitos anos não havia avanços relevantes no tratamento.
Para que o daraxonrasib possa ser usado na Europa, é necessária a aprovação da Agência Europeia de Medicamentos (em inglês, EMA).
O organismo europeu anunciou, a 7 de julho, que iniciou uma revisão acelerada do medicamento, através do projeto Cancer Medicines Pathfinder, por reconhecer que responde a uma necessidade médica com poucas alternativas disponíveis.
De acordo com as previsões avançadas pelos dois especialistas, o medicamento poderá chegar a Portugal dentro de poucos meses: ao Expresso, Carlos Carvalho apontou para um prazo de dois a três meses, ou, no limite, até ao início do próximo ano.
Fonte: Pplware







