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Acesso à energia eléctrica alcança 22,7 milhões de moçambicanos

Maputo, 27 Ago (AIM) – Cerca de 22,7 milhões de moçambicanos, correspondentes a 66,9 por cento da população, têm actualmente acesso à energia eléctrica, contra cerca de 9,8 milhões registados em 2019, representando um aumento de aproximadamente 12,9 milhões de beneficiários em seis anos.

O crescimento resulta da expansão da rede de electrificação nacional e dos esforços do Governo para alcançar a meta de acesso universal à energia eléctrica até 2030, segundo dados apresentados pelo secretário permanente do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), António Manda.

“O percurso da EDM é motivo de reconhecimento, mas devemos também lembrar que a missão de edificar Moçambique ainda não está concluída. Existem ainda comunidades que aguardam pela energia eléctrica e consumidores que exigem um serviço cada vez mais seguro, fiável, acessível e de qualidade”, destacou.

Manda falava hoje, em Maputo, durante as celebrações dos 49 anos da Electricidade de Moçambique (EDM), ocasião em que destacou os avanços registados na expansão da rede eléctrica nacional e reiterou o compromisso do Governo de alcançar o acesso universal à energia até 2030.

Os dados apresentados pelo secretário permanente do MIREME indicam que, em 2019, cerca de 9,8 milhões de moçambicanos tinham acesso à energia eléctrica, o que significa que, em seis anos, aproximadamente 12,9 milhões de pessoas passaram a beneficiar deste serviço.

Actualmente, as 11 capitais provinciais e 154 sedes distritais encontram-se electrificadas, enquanto decorrem trabalhos para garantir a electrificação dos postos administrativos, sendo que 361 já beneficiam de energia eléctrica.

Manda alertou, por outro lado, para a necessidade de tornar as infra-estruturas energéticas mais resilientes face aos eventos climáticos extremos, que têm afectado diferentes regiões do país.

Segundo a fonte, Moçambique dispõe de recursos energéticos que devem ser transformados em energia eléctrica disponível, competitiva e sustentável, contribuindo para uma transição energética ajustada às prioridades de desenvolvimento do país.

“O desafio é justamente transformar esse potencial em energia eléctrica disponível, competitiva, sustentável, promovendo uma transição energética ajustada e justa às prioridades de desenvolvimento do nosso país”, afirmou.

Por seu turno, o Presidente do Conselho de Administração (PCA) da EDM, Joaquim Henrique Ou-chim, apelou às direcções provinciais da empresa para reforçarem o trabalho com vista a aproximar cada vez mais os serviços dos cidadãos.

O responsável defendeu ainda a necessidade de uma actuação assente na ética, responsabilidade e qualidade no atendimento, de modo a responder com maior eficiência às necessidades dos consumidores e das comunidades.

“Devemos continuar a trabalhar com ética, responsabilidade e qualidade no atendimento, de modo a responder com maior eficiência às necessidades dos consumidores e das comunidades”, afirmou.

As celebrações dos 49 anos da EDM incluem um workshop subordinado às missões, desafios e perspectivas da empresa, reunindo actuais e antigos dirigentes, trabalhadores, parceiros de cooperação e outros intervenientes do sector energético.

A iniciativa marca o início de um novo ciclo comemorativo rumo aos 50 anos da Electricidade de Moçambique, com enfoque na continuidade da expansão do acesso à energia eléctrica e no reforço da qualidade e fiabilidade dos serviços prestados aos cidadãos.
(AIM)

Laura Tembe/pc

 

Fonte: aimnews

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