Leo Messi anunciou, através das redes sociais, que abandonou a seleção argentina. O craque de 39 anos apresentou uma carta escrita à mão, cujo conteúdo acompanha a publicação.
«Depois de todo este tempo que passou desde a final, depois de pensar muito nisso, quero comunicar a todos que me retiro da Seleção… Foi uma decisão que me doeu e que ainda me dói na alma, mas compreendo que chegou a altura», começa por anunciar Messi.
«Juro-vos que sempre dei tudo de mim, não só nos últimos anos em que ganhámos tudo, mas também antes disso, e sempre lutei e dei tudo por esta camisola, para vos dar alegrias e fazer com que se sintam orgulhosos de serem argentinos através do futebol», assegurou ainda.
Dizendo que «falta pouco» e que se «vão encerrando etapas», Messi acrescenta que se «esvaziou» e que «já não tem mais nada para dar». Mesmo após os números alcançados no último Mundial - oito golos e quatro assistências em oito jogos.
Após os tradicionais agradecimentos, Messi referiu que sai com «tranquilidade e orgulho», classificando o que viveu na Albiceleste como uma «loucura». E não esqueceu o pai, Jorge Messi, que faleceu após o Mundial 2026.
«Escrevi estas palavras a 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com o meu pai, estou ainda mais convencido do que antes», completou o avançado do Inter Miami.
Curiosamente, é a segunda vez que Messi anuncia a despedida - a primeira fê-lo em 2016, na sequência de uma Copa América perdida para o Chile. Depois, reconsiderou e veio a conquistar três títulos.
Entre a sua estreia, em 2005, contra a Hungria (num jogo em que acabou expulso) e a sua última partida, a final do Mundial da América do Norte, Messi participou em 207 jogos, marcou 125 golos e deu 65 assistências. Reuniu os melhores registos de um argentino pela seleção.
[Notícia atualizada às 16h22]
Fonte: CNN Portugal







