Homem do jogo? Talvez não. Mas certamente a figura deste encontro. O sócio n.º 47.645 do Benfica foi a grande novidade da noite. O jogador português proveniente do Bayern Munique foi chamado antes do esperado face à lesão de Enzo Barrenechea, à meia-hora de jogo, e cumpriu com diligência as tarefas de construção e destruição de jogo. Ainda tentou a sua sorte com dois remates, um deles travado com mestria por Robles. Aquele corte em carrinho conquistou os adeptos. Se a Luz já tinha um «soldado», agora ganhou um general.
Será que é melhor golo da carreira do francês? Lenglet encheu-se de coragem aos 51 minutos e desferiu um potento tiro a 29 metros da baliza para o fundo das redes, com uma técnica irrepreensível. Surpreendeu o Estoril e deu tranquilidade às águias, num jogo algo morno.
Vangelis Pavlidis: a estrela do ataque benfiquista teve o mérito de ser oportunista na grande área, praticamente na sua primeira chance digna desse nome. Uma ‘rosca’ de Dahl foi aproveitada na perfeição pelo avançado, louvado tantas vezes pelo que faz mais atrás no terreno. Usou o corpo e desbloqueou o puzzle estorilista.
Joel Robles: guarda-redes espanhol evitou que o resultado ficasse mais pesado com algumas defesas difíceis. Pouco antes do intervalo, teve duas belas intervenções a negar o golo a Rafa Silva e Leandro Barreiro.
Yanis Begraoui: o avançado do Estoril só precisou de uma boa chance para marcar. Nem sequer era clara – a qualidade do marroquino é que a transformou em golo. Ganhou o duelo a Lenglet e atirou em jeito para o poste mais distante. O jogo ficou vivo.
Fonte: CNN Portugal







