Marracuene, 31 Ago (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou hoje o sector privado nacional e estrangeiro a transformar a 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) em negócios concretos, defendendo que o evento deve resultar em acordos de investimento e parcerias capazes de gerar mais empresas, empregos, salários e receitas para o Estado.
Chapo lançou o desafio em Maputo, depois de visitar vários pavilhões da FACIM, onde disse ter constatado, com satisfação, o dinamismo do sector empresarial e o potencial do país para acelerar o seu desenvolvimento económico.
“Queremos que esta feira termine com acordos para negócios, termine com joint ventures entre empresas moçambicanas e estrangeiras, termine com acordos concretos de negócios”, afirmou.
Para o Presidente, a presença de empresários nacionais e investidores estrangeiros na FACIM constitui uma oportunidade que deve ser aproveitada para estabelecer relações comerciais duradouras e concretizar investimentos em sectores estratégicos.
“Queremos gerar mais renda, gerar mais empresas, gerar mais salários, gerar mais impostos”, sublinhou.
Segundo o estadista, o aumento da actividade económica e da arrecadação de receitas permitirá ao Estado reforçar os investimentos em áreas sociais e infra-estruturais, nomeadamente educação, saúde, água, energia eléctrica e estradas.
O chefe do governo defendeu, neste contexto, uma mudança na estrutura da economia nacional, actualmente concentrada na indústria extractiva, apontando a diversificação como uma das prioridades do Governo.
“A nossa economia é muito concentrada na indústria extractiva”, disse, referindo-se às receitas provenientes do gás, carvão, grafite, areias pesadas, rubis e outros recursos minerais e hidrocarbonetos.
Explicou que o Governo pretende canalizar essas receitas para sectores como agricultura, turismo, infra-estruturas, digitalização, transportes e logística, com o objectivo de criar novas fontes de rendimento e emprego.
Chapo destacou a agricultura pelo seu potencial de garantir a segurança alimentar e criar postos de trabalho, enquanto o turismo e as infra-estruturas podem igualmente absorver mão-de-obra de diferentes segmentos da população.
“O nosso objectivo como Governo é diversificar a nossa economia”, reiterou.
Para o Presidente, a concretização desta estratégia depende, sobretudo, da capacidade do sector privado de investir e expandir os seus negócios, devendo o Estado concentrar-se na criação de um ambiente favorável à actividade empresarial.
“A nossa responsabilidade como Estado é legislar, regular, desbloquear tudo aquilo que estraga o ambiente de negócio”, afirmou.
Chapo considerou que o sector privado é o principal motor da economia, garantindo que o Governo continuará a trabalhar para remover os obstáculos ao investimento.
“Quem vai dinamizar realmente a economia moçambicana é o sector privado”, vincou.
O Presidente terminou apelando aos empresários nacionais e estrangeiros para continuarem a investir no país, reiterando o apoio do Governo à iniciativa privada.
A 61.ª edição da FACIM reúne empresas, investidores e instituições de diferentes sectores, assumindo-se como uma plataforma de promoção de negócios, investimentos e parcerias entre Moçambique e outros mercados.
(AIM)
SNN
Fonte: aimnews






