Roberto Martínez voltou a recusar qualquer tipo de metas intermédias para o Mundial 2026, insistindo numa abordagem centrada apenas no jogo a jogo e na ambição máxima de vencer todos os encontros. Em conferência de imprensa, o selecionador nacional destacou a imprevisibilidade da competição e a dificuldade em antecipar o comportamento de seleções fora do circuito europeu.
«Acho que é uma mistura importante. Estamos a falar de uma equipa asiática [n.d.r.: Uzbequistão], mas tem um treinador europeu com muita experiência nos Mundiais. Acho que é uma equipa que tem uma clareza tática muito forte. O resto é uma mistura. Também há um aspeto desconhecido. Não conhecemos como uma equipa que nunca participou num Mundial se pode ajustar num jogo. Durante três, quatro, cinco jogos é fácil esperar o nível do adversário. Já tive a experiência de jogar contra o Panamá em 2018, uma equipa que chegava ao Mundial pela primeira vez. Há um aspeto inesperado. Ninguém consegue preparar o nível onde o adversário consegue chegar, porque é uma final dentro das carreiras dos jogadores. Então acho que o Chile, o aspeto emocional, o aspeto dos duelos, o aspeto de intensidade nas situações de um contra um é muito semelhante à Colômbia. Também culturalmente são equipas da América do Sul que arriscam, que jogam com um aspeto semelhante. A Nigéria também é muito diferente da RD Congo, mas tem aspetos semelhantes, como a capacidade dos avançados explorarem os espaços nas costas da linha defensiva e constantemente muitos jogadores na zona central. Então o aspeto tático é muito diferente. Culturalmente acho que há muitos aspetos semelhantes entre as equipas que já trabalhámos, seja o México, Estados Unidos, o Chile e a Nigéria. Acho que são quatro adversários. Temos tudo aquilo que precisávamos para os três jogos da fase de grupos.»
«O presidente é uma pessoa que tem a sua opinião e eu respeito isso. Para mim o Mundial são três jogos. Não há mais nada. É muito chato para mim dizer isso, mas é a realidade. O foco para mim é o jogo de amanhã, preparar todos os jogadores e depois os três jogos a seguir. Não há um objetivo. A ideia é ganhar tudo. A ideia é ganhar oito jogos, seja durante 90 minutos, 120 minutos ou grandes penalidades. Mas a ideia é o que nós podemos controlar, a atitude, mostrar o nosso talento, arriscar, ter a personalidade que mostramos durante a Liga das Nações. E isso é o que precisamos focar.»
«É um desafio que adoro. É fantástico porque a minha carreira está cheia de desafios assim. Mas também é o primeiro Mundial com oito jogos, o primeiro Mundial com 48 seleções. Então, acho que é um momento especial para poder fazer uma conquista ou fazer qualquer coisa que nunca foi feita, que é o que queremos fazer com Portugal.»
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p data-end="3591" data-start="2906">«É o meu terceiro Mundial e podemos falar que aconteceu o mesmo em todos os Mundiais, o aspeto político. O Mundial é a maior competição do mundo, não só do desporto. Estamos a falar de quase sete mil milhões de pessoas que acompanham o torneio. Esses aspetos fazem parte do que significa estar no Mundial. Mas posso dizer que tudo aquilo que você diz eu não vi nada. Porque preparamos aqui o treino, tivemos a grande visita e a presença do Presidente da República. Nós ficamos de portas fechadas e focamos naquilo que podemos controlar, naquilo que podemos trabalhar e naquilo que precisamos ajustar para o jogo de amanhã.»
Fonte: TVI




