Resumo
Os Estados Unidos adicionaram as empresas chinesas Alibaba, Baidu e BYD à lista de entidades ligadas ao Exército da China, juntamente com outras companhias como a WuXi AppTec, Unitree, RoboSense, CXMT e YMTC. O Pentágono justifica esta ação com alegadas ligações das empresas à estratégia militar chinesa. Algumas das empresas, como a WuXi AppTec e a Baidu, contestaram a inclusão na lista, alegando não terem vínculos militares. Esta decisão não acarreta sanções automáticas, mas impede o Departamento de Defesa de contratar diretamente com as empresas listadas. A medida reflete a crescente preocupação dos EUA com empresas tecnológicas chinesas e surge pouco tempo após a cimeira entre Trump e Xi, que temporariamente aliviou as tensões comerciais e tecnológicas entre as duas potências.
A atualização anual da chamada lista "1260H", divulgada na segunda-feira pelo Pentágono, inclui também a farmacêutica WuXi AppTec, os fabricantes de robôs Unitree e RoboSense e as produtoras de semicondutores CXMT e YMTC, entre outras empresas chinesas.
Segundo o Departamento de Defesa norte-americano, as empresas incluídas cumprem os critérios definidos pela legislação dos Estados Unidos para serem consideradas entidades associadas às Forças Armadas chinesas e desenvolvem atividades em território norte-americano.
No caso da Alibaba e da Baidu, o Pentágono apontou alegadas ligações à Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais da China e ao ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. Já em relação à BYD, referiu também a presença da empresa numa zona ligada à estratégia chinesa de fusão entre setores civil e militar.
Várias das empresas contestaram a decisão. A WuXi AppTec classificou a inclusão como "claramente errada" e anunciou que vai adotar medidas imediatas para contestar a designação.
Num comunicado divulgado hoje, a empresa afirmou que não é controlada por entidades militares ou governamentais chinesas, que não presta serviços ao Exército chinês e que não participa em programas de fusão militar-civil.
Citada pelo portal financeiro chinês Yicai, a Baidu considerou a designação "completamente infundada" e garantiu que recorrerá a todos os meios disponíveis para solicitar a retirada da lista.
A inclusão na lista não implica sanções automáticas. No entanto, a legislação norte-americana proíbe o Departamento de Defesa de contratar diretamente com as empresas designadas e prevê o alargamento dessas restrições a aquisições indiretas a partir de 2027.
No ano passado, Washington já tinha acrescentado à mesma lista a Tencent e a CATL, refletindo a crescente preocupação das autoridades norte-americanas com o papel de algumas das maiores empresas tecnológicas chinesas.
A medida surge menos de um mês após a cimeira realizada em Pequim entre Trump e Xi, que permitiu aliviar temporariamente as tensões comerciais e tecnológicas entre as duas maiores economias mundiais.
Fonte: TVI


