InícioTecnologiaAMD quis atacar o MacBook Neo. Mas… Não é por aqui.

AMD quis atacar o MacBook Neo. Mas… Não é por aqui.

Resumo

A AMD lançou uma campanha a criticar o MacBook Neo da Apple, destacando as capacidades dos seus processadores Ryzen para gaming. No entanto, a comparação é considerada sem sentido, uma vez que o MacBook não é direcionado para jogos. A AMD focou-se nas limitações do sistema operativo da Apple, mas ignorou a fraca capacidade gráfica do seu chip Radeon 740M. A empresa realçou a compatibilidade com 20 jogos de topo, mas a falta de potência do chip da AMD para correr estes jogos de forma fluída levanta questões sobre a eficácia da campanha. A comparação entre os dois sistemas é considerada desajustada, dada a diferença de propósitos e público-alvo de cada máquina.

A AMD decidiu atacar o MacBook Neo por causa dos jogos… mas a comparação não faz qualquer sentido! Ninguém vai comprar um MacBook para jogar. Aliás, ninguém vai comprar um portátil de 600€ para jogar. É um absurdo.

Ora bem, quem costuma acompanhar as guerras de alegações no mercado do hardware sabe perfeitamente que o debate “Windows contra Mac” é uma daquelas novelas que nunca vai ter um fim à vista. E ainda bem que assim é. A concorrência é necessária, e ainda bem que a Apple está a crescer no mundo dos computadores.

Dito tudo isto, é sempre uma surpresa quando uma das maiores fabricantes de chips do planeta decide entrar na lama para lançar provocações baratas. A AMD decidiu acordar inspirada e publicou material de marketing onde promove as capacidades dos seus processadores Ryzen enquanto tenta, de forma bastante forçada, dar um valente estalo no novo e mais económico MacBook da Apple.

A rasteira desta campanha é que a AMD não está a comparar diretamente os chips, mas sim as capacidades de gaming de um ecossistema contra o outro. É o equivalente a comparar alhos com bugalhos, dada a óbvia diferença nas plataformas de software e no público-alvo de cada máquina.

Vamos ser muito diretos ao assunto. A AMD espetou no seu site oficial a frase “Tudo o que o MacBook Neo deixa de fora, já vem integrado com os processadores AMD Ryzen AI”.

Entretanto, para tentar provar esta suposta superioridade, a empresa utilizou uma lista de 20 jogos populares do mercado de PC e vangloriou-se de que o portátil da Apple é incapaz de correr 15 deles de forma nativa. Em contrapartida, os sistemas equipados com Ryzen correm a lista completa, dando acesso imediato às bibliotecas do Steam, Epic Games Store e PC Game Pass.

A marca chegou mesmo a destacar a bold a expressão “Sem necessidade de truques” e colocou um painel comparativo entre um HP Omnibook X equipado com o novo Ryzen 5 220 e o MacBook Neo. De acordo com a tabela da AMD, os grandes trunfos do lado do Windows são a compatibilidade incomparável, o facto de trazer mais memória RAM de base, o ecrã tátil e uma maior variedade de portas de ligação.

Embora seja verdade que o portátil da HP ganhe em algumas destas especificações técnicas. Criticar o MacBook Neo por não ser uma máquina de gaming é um argumento completamente sem sentido, até porque a Apple nunca desenhou este computador com esse propósito.

Em vez de comparar o desempenho bruto do Ryzen 5 220 com o processador A18 Pro que dá vida ao portátil da Apple, a AMD preferiu focar-se noutras coisas. Ou seja, nas limitações do sistema operativo da maçã.

O grande problema desta narrativa surge quando olhamos para a realidade da componente gráfica. O chip da AMD vem equipado com a placa gráfica integrada Radeon 740M, um componente notoriamente fraco. Que toda a gente sabe que não tem arcaboiço para correr jogos modernos com uma fluidez minimamente aceitável.

Portanto, de que serve gabar a compatibilidade total com 20 jogos de topo se, na prática… O chip não tem potência para os correr com uma experiência digna?

Tiro no pé, diria eu.

 

Fonte: Zero Zero


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