O que é que o futebol tem de melhor? Os golos, claro. E vai poder ver os melhores todos os dias aqui, na Caderneta do Mundial. A partir desta quinta-feira, e todos os dias até à final, vai também poder conhecer as melhores histórias do dia, conhecer os jogadores que deve manter debaixo de olho, ver as camisolas mais icónicas ou dar música ao seu dia à boleia dos países que entram em campo. Quem sabe não possa também colecionar alguns destes cromos que lhe apresentamos.
Nem uma volta muito grande permite fugir. A história do dia, uma das histórias do ano, começa esta quinta-feira, dia 11 de junho, e acaba apenas a 19 de julho, mais de um mês depois, o que torna este o maior Mundial de sempre. Esperemos também que o mais espetacular - a julgar pelas emoções do México 1970 e do México 1986 já estamos a ganhar à partida.
É precisamente na capital mexicana que arranca o Mundial de 2026, com a seleção da casa a receber no mítico e renovado Azteca uma curiosa equipa da África do Sul, que chega com tanta boa disposição como incógnitas.
À primeira vista, o grupo A é mesmo um dos mais equilibrados de todo o Mundial, já que nenhuma das quatro equipas parece ser brutalmente superior às outras. Além de México e África do Sul, Coreia do Sul e Chéquia completam o quadro, com uma equipa de cada continente, naquele que é um dos grupos mais heterogéneos em termos de diferenças geográficas e culturais.
De resto, se formos ver os pontos no mapa, o México fica na ponta esquerda, a Coreia do Sul na ponta direita, a África do Sul na ponta de baixo e a Chéquia não anda muito longe da ponta mais acima. Não há, de resto, nenhum grupo que tenha tanta distância geográfica, ainda que o grupo K, onde está Portugal, também seja dos mais diferenciados desse ponto de vista.
Rui Miguel Tovar escreve-nos no presente, mas a partir do passado, de um postal enviado pelo seu pai, o saudoso Rui Tovar, a partir do Mundial de 1986, no México. Uma competição que se tornou polémica em Portugal pelo escândalo de Saltillo, com os jogadores da Seleção envolvidos em vários episódios e até numa greve contra a Federação.
É a partir desse postal que Rui Miguel Tovar nos abre a sua arca dos tesouros, arrancando com uma colaboração com a CNN Portugal que vai durar todo o mês.
Leia o texto: De Tovar para Tovar para si: como um postal do México 86 nos lança no Mundial. "É o meu pai, caraças"
E a ideia pode até nem ser essa - no Euro 2016 poucos foram os jogos ganhos nos 90 minutos, mas ficou a sensação de que vai ser preciso um salto para chegar mesmo à tal condição de favorito ou de candidato.
Um jogador que aos 17 anos já tem oito internacionalizações e vários jogos disputados na equipa A de um dos campeonatos mais competitivos do mundo chama logo a atenção. Sem Giovani dos Santos, Chicharrito Hernández ou até Hugo Sánchez - para quem quiser ir mais atrás -, esta é uma seleção do México com menos magia para mostrar, mas há um atleta que promete dar a volta a isso.
Gilberto Mora é já um dos talentos mais entusiasmantes da sua geração, sendo difícil de imaginar que possa ficar muito mais tempo no Club Tijuana.
Caso isso não bastasse, é atualmente o jogador mais jovem de sempre a marcar na Liga MX, o jogador mais jovem de sempre a estrear-se pelo México numa competição oficial, tendo até vencido a Gold Cup pela sua seleção, além de ser ainda o jogador mais jovem de sempre a conquistar um torneio internacional de séniores. Tinha 16 anos e… nove horas.
Não é claro que Gilberto Mora seja titular de caras, mas é nome a ter debaixo de olho.
Nem é por ser anfitrião, é mesmo porque o México tem dos conjuntos de camisolas mais bonitas deste Mundial. É verdade que os traços quase tribais e ancestrais do equipamento principal chamam a atenção, mas a classe que veste o segundo equipamento é qualquer coisa.
É difícil fazer um mau equipamento em branco e a Adidas confirmou isso neste caso, acrescentando ainda o pormenor do símbolo retro da Adidas.
Nortec Collective - Tengo la Voz | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube
Banda nascida no início do século e que representa na perfeição a chamada "música norteña" do México, que se carateriza pelos sons ouvidos perto da fronteira com os Estado Unidos.
Black Coffee - Superman | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube
É um dos DJ's da cena internacional e aparece aqui com a sua habitual sofisticação, representando a África do Sul numa onda de dança bem-disposta e tranquila.
Park Hye Jin - F****d Up | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube
Na Coreia do Sul já não é segredo para ninguém, mas as portas já se abriram também para lá da fronteira, até porque tem forte inspiração norte-americana, nomeadamente numa eletrónica a puxar para o hip hop.
Tata Bojs - Jaro | Spotify; Apple Music; Tidal; Youtube
Esta bem-disposta música da Chéquia é um dos grandes sucessos nacionais há quase 30 anos, num rock que também roça o pop.
Fonte: CNN Portugal
Descubra mais de Revista Tempo
Inscrever-se para receber as últimas mensagens enviadas para o seu e-mail.






