Maputo, 21 de Julho (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, colocou esta terça-feira a sanidade animal como pilar para garantir a segurança alimentar e proteger a saúde pública em Moçambique.
O Chefe do Estado defendeu uma parceria entre o Governo e a Ordem dos Médicos Veterinários de Moçambique (OMVM), anunciando a integração da organização no futuro Conselho Técnico-Científico da Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE).
Durante uma audiência concedida à direcção da OMVM, hoje, em Maputo, Chapo assegurou que a saúde dos animais está directamente ligada à saúde das pessoas e à qualidade dos alimentos consumidos pela população.
“Se o animal está doente, consequentemente o ser humano também está doente”, afirmou.
manifestou o seu apoio à abordagem One Health (Saúde Única), que defende a integração entre a saúde humana, animal e ambiental.
O Presidente explicou que a transformação da antiga Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) na IGSAE demonstra a prioridade do Governo em reforçar a segurança alimentar, considerando a sanidade animal um dos pilares fundamentais desta missão.
Neste contexto, anunciou que a Ordem dos Médicos Veterinários será convidada a indicar um representante para integrar o futuro Conselho Técnico-Científico da IGSAE, órgão que irá apoiar a definição de normas e regulamentos relacionados com a fiscalização da cadeia alimentar.
Segundo Chapo, o conhecimento técnico dos médicos veterinários será determinante em matérias como o controlo dos matadouros, da carne, do leite, do pescado, do transporte de animais, da comercialização de produtos de origem animal, bem como na prevenção de riscos epidemiológicos e no reforço da rastreabilidade alimentar.
O Chefe do Estado defendeu igualmente uma cooperação estreita entre o Governo e a Ordem no combate ao exercício ilegal da profissão, na formação contínua dos profissionais e na capacitação dos inspectores da segurança alimentar.
“Somos parceiros estratégicos para uma boa saúde humana. E essa saúde humana começa por uma boa saúde animal”, enfatizou.
Relativamente às preocupações apresentadas pela classe, Daniel Chapo garantiu que o Governo irá acompanhar o processo de criação da carreira de médico veterinário na Administração Pública.
“Vamos trabalhar para percebermos em que ponto se encontra este processo. Realmente tem que haver carreira”, assegurou.
Defendeu ainda melhores condições para incentivar a fixação de jovens médicos veterinários nas zonas rurais, reconhecendo a importância da pecuária para o rendimento das famílias e para o desenvolvimento económico do País.
Por sua vez, a bastonária da Ordem dos Médicos Veterinários de Moçambique, Ana Flávia Azinheira, classificou a audiência como um marco histórico para a profissão, destacando que foi a primeira vez que um Presidente da República recebeu oficialmente a classe veterinária.
A responsável defendeu a aprovação da carreira de médico veterinário, o reforço da autoridade veterinária, a adopção efectiva da abordagem One Health como política de Estado, a retoma da produção nacional de vacinas e a criação de incentivos para o exercício da profissão nas zonas rurais.
Segundo Ana Flávia Azinheira, investir na medicina veterinária significa reforçar simultaneamente a saúde pública, a segurança alimentar, a produção agro-pecuária, a conservação da biodiversidade e o desenvolvimento económico de Moçambique.
(AIM)
Paulino Checo/
Fonte: aimnews






