Maputo, 28 Ago (AIM) — O Presidente da República, Daniel Chapo, desafiou hoje os novos graduados da Universidade Lúrio (UniLúrio) a colocarem o conhecimento adquirido ao serviço da resolução dos problemas do país, transformando recursos em produção, emprego e prosperidade.
Chapo falava em Unango, distrito de Sanga, província do Niassa, durante a cerimónia de graduação de 81 estudantes da Faculdade de Ciências Agrárias, que concluiu os cursos de Licenciatura em Desenvolvimento Rural, Engenharia Florestal e Engenharia Zootécnica, bem como o Mestrado em Desenvolvimento Rural.
A cerimónia, segundo o Presidente, representa mais uma etapa na formação de quadros necessários à construção das bases da independência económica de Moçambique.
“Hoje viemos a Sanga para nos juntarmos a esta festa de celebração de mais moçambicanos que recebem a certificação de serem capazes de contribuir para o sucesso do lançamento dos alicerces para a nossa independência económica”, afirmou.
Os 81 graduados integram um universo de 550 estudantes que a UniLúrio prevê formar ao longo deste ano, nas diferentes unidades académicas.
Felicitando os graduados pelo percurso concluído, Chapo advertiu, contudo, que a obtenção do diploma representa apenas o início de uma nova fase.
“É o início de uma nova caminhada. Termina uma caminhada, começa outra”, sublinhou.
O Chefe do Estado defendeu igualmente uma maior ligação entre as instituições de ensino superior, as comunidades e o sector produtivo, considerando que a universidade deve desempenhar um papel mais activo na resposta aos desafios nacionais.
“Queremos uma universidade cada vez mais próxima das comunidades, cada vez mais ligada ao sector produtivo, cada vez mais comprometida com a investigação aplicada e cada vez mais capaz de transformar conhecimento em inovação, inovação em produção e produção em desenvolvimento”, declarou.
Perante os avanços da digitalização, da inteligência artificial e de outras tecnologias, Chapo considerou insuficiente a formação académica quando não acompanhada pela capacidade de aprendizagem contínua, pensamento crítico, inovação e adaptação.
No quadro da estratégia de independência económica, defendeu a formação de quadros capazes de converter os recursos nacionais em conhecimento, tecnologia, produção, emprego e prosperidade.
“O país não precisa de ‘apenas’ graduados. O país precisa de solucionadores de problemas”, afirmou, desafiando a UniLúrio e as demais instituições de ensino superior a contribuírem directamente para a resolução dos desafios nacionais.
Chapo apelou ainda à preservação das universidades como espaços de liberdade intelectual, diálogo e produção democrática do conhecimento, defendendo o respeito pela diversidade de pensamento e pela investigação científica responsável.
“Queremos universidades onde a diferença de pensamento não seja motivo de exclusão, mas uma oportunidade para aprofundar o conhecimento”, disse.
Aos novos profissionais, deixou a missão de colocar a formação ao serviço das comunidades, particularmente numa província dotada de recursos naturais.
“Levem daqui o vosso diploma, mas levem também uma missão: de transformar o conhecimento em soluções; oportunidades em emprego, empreendedorismo; recursos que Niassa tem em riqueza e desafios em possibilidades”, exortou.
(AIM)
NL/pc
Fonte: aimnews







