Fonte: O País
Directores dizem que exames não vazaram a partir das escolas
Há cerca de uma semana, o Ministério da Educação decidiu cancelar os exames finais da 9ª classe, por detectar fraude que envolveu a violação dos envelopes contendo as provas.
Alberto Cossa, director da Escola Secundária Noroeste 1, explica que os exames são distribuídos às escolas minutos antes do arranque do processo, por funcionários da Direcção Distrital da Educação e agentes da PRM. Na escola, cabe ao director da instituição garantir a sua inviolabilidade.
“Ao receber os exames, nós levamos os exames até a cabine do director, que é a sala com maior segurança, para que não haja violação. E o controlo é directamente com o director da escola, esperando a hora indicada para distribuirmos os enunciados nas salas. Então, para nós, garantimos a segurança. Além do director, está cá a segurança interna, que são os nossos guardas, está cá a PRM para poder auxiliar na segurança desses exames”, explicou com detalhes o director.
É em envelopes plásticos, lacrados, em números exactos dos júris a examinar que os exames são recebidos, e o director da escola é quem garante que nenhum esteja aberto antes do tempo.
Por isso, o director da Escola Secundária Eduardo Mondlane garante que o vazamento não parte da escola.
“Os exames são recebidos pelo director da escola, acompanhados pelo director-adjunto, encaminhados para o Gabinete do Director, um sítio seguro, com a presença da polícia. E 30, 40 minutos depois, o exame vai à sala de aulas. Não há espaço para o vazamento do exame. Não há espaço, assegurou Martinho Namburete.
Ademais, fala de codificação de envelopes, facto que pode facilitar o esclarecimento, em caso de vazamento.
“Os envelopes levam código. À medida que são distribuídos, é sabido que o exame que foi à escola X leva o código X. Então, em caso de vazamento, não é muito difícil perseguir o rasto a partir do código que os envelopes levam.”
Uma vez que o código apenas está indicado no envelope, questionámos o gestor sobre a identificação dos enunciados, ao que respondeu: “Não tenho muito detalhe, mas acredito que, se sumir um exame, sabe-se que saiu do envelope B, por exemplo. E este envelope B está na instituição X”.
Os alunos entrevistados pela nossa equipa foram unânimes em afirmar que “este acto é errado, uma vez que a nota alcançada, após a fraude, não é real, não prova a capacidade do aluno, e isso é falso”.
Quase uma semana depois, o Ministério da Educação e Cultura ainda não veio a público explicar os contornos do vazamento daqueles exames, no distrito de Milange, província da Zambézia.
Fonte: O País
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