InícioTecnologiaF1: As baterias trazem outros problemas inesperados.

F1: As baterias trazem outros problemas inesperados.

Resumo

O Grande Prémio do Mónaco resultou num espetáculo caótico, diferente do habitual, com destaque para a batalha entre George Russell e Kimi Antonelli da equipa Mercedes. No entanto, Russell teve de abandonar devido a um problema na bateria, deixando o caminho aberto para Kimi. A F1 tem enfrentado desafios com as novas regras de potência, dividida entre motor elétrico e a combustão, levando a problemas como o de Russell. A Mercedes agora aguarda a chegada da bateria por transporte marítimo para investigar a falha, o que tem sido um obstáculo nesta temporada. A segurança dos transportes pode atrasar as análises técnicas, levantando a questão se a F1 deveria ter exceções para acelerar tais investigações.

Estamos agora na ressaca do Grande Prémio do Mónaco, um evento que normalmente vale pela qualificação e não pela corrida. Mas, desta vez até tivemos sorte. O caos reinou, e isso resulta (quase) sempre num excelente espetáculo para os fãs.

Dito isto, no grande prémio anterior (Canadá), também houve espetáculo durante várias voltas. Isto entre George Russell e Kimi Antonelli, dois pilotos da mesma equipa (Mercedes).

Mas, o entusiasmo durou pouco. Russell teve um problema com a bateria e teve de abandonar a corrida, deixando o caminho para o título completamente aberto para o jovem Kimi.

Dito tudo isto, os problemas acontecem, é normal. A F1 é o pináculo do desporto automóvel, e como tal, é onde os materiais são levados ao limite. Mas, George Russell vai ter de esperar algum tempo para perceber o que de facto aconteceu à sua bateria.

Portanto, as baterias têm dado muito que falar na F1 em 2026, porque as regras mudaram e a potência está agora dividida 50/50 entre o motor elétrico e o motor a combustão. Aliás, as regras até já foram mudadas, sendo exatamente por isso que em 2027 vamos ver uma mudança na divisão de potência, que ficará 60/40, com vantagem para o motor a combustão (ICE).

Mas, aqui nem estamos a falar disso. A bateria do monolugar de George Russell desistiu do grande prémio, mas o piloto, e de facto a equipa, vão ficar na dúvida sobre o que aconteceu, porque as baterias com problemas não podem ser enviadas a partir de um transporte aéreo.

Ou seja, ou a Mercedes envia uma equipa de engenheiros para o local, bem como todo o material especializado. Ou, tem de esperar que a bateria chegue a partir de transporte marítimo, que é obviamente mais lento.

No fundo, ficar “trancada” à espera de um navio de carga para conseguir analisar uma falha eletrónica catastrófica passou a ser a rasteira mais caricata da Mercedes ao longo desta época.

Isto é curioso, porque é obviamente do interesse da equipa perceber o porquê do falhanço catastrófico, até para evitar que o mesmo se repita no carro de Kimi. Mas, contra as baterias, nada feito.

Achas que estas regras rigorosas de segurança dos transportes fazem sentido ou a F1 devia ter uma exceção para conseguir acelerar as investigações técnicas ao longo de 2026? Deixa a tua opinião nos comentários.

 

Fonte: Zero Zero


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