InícioRevistaInternacionalFIFA: «Foram reconhecidos erros, o processo deveria ter sido de forma diferente»

FIFA: «Foram reconhecidos erros, o processo deveria ter sido de forma diferente»

Gianni Infantino reuniu de emergência com a cúpula da FIFA nesta quarta-feira, em Rabat, capital de Marrocos – um dos países organizadores do Mundial 2030. O encontro contou com a presença do Secretário-Geral, Mattias Grafström, além do Conselho de Administração.

Após o plano milionário de Infantino para vender parte dos direitos do Mundial a privados (FIFA Forward Enterprise), a estrutura da FIFA ruiu com críticas de dirigentes, enquanto a UEFA ameaçou avançar com uma ação judicial e a CONCACAF, Sérvia, Suécia e País de Gales retiraram o apoio à recandidatura do ainda presidente.

Em comunicado, a FIFA garante que Mattias Grafström e o Conselho de Administração «reafirmaram o total apoio» a Infantino. Ainda assim, a comunicação desta reunião de emergência é esclarecedora.

«Foi discutido e acordado que os processos, as comunicações e as interações entre o Presidente da FIFA, o Secretário-Geral da FIFA e o Conselho de Administração (…) devem ser continuamente melhorados (…).»

«Foram reconhecidos os erros cometidos no FIFA Forward Enterprise. (…) O processo deveria ter sido conduzido de forma diferente. (…) A proposta estaria sujeita à aprovação das Associações Membro da FIFA e do Conselho da FIFA, mas foi retirada da ordem de trabalhos. A FIFA não tolerará mais ataques à sua integridade e boa governação, pelo que vai todas as medidas para salvaguardar o seu nome e reputação.»

Antes do referido plano milionário, mais de 200 entre os 211 membros da FIFA revelaram apoio a Infantino. Todavia, o panorama inverteu-se. Nos últimos dias, a federação inglesa equacionou retirar o apoio à recandidatura e, assim, juntar-se a Sérvia, Suécia, País de Gales, Alemanha, Noruega e Roménia.

O dirigente suíço aponta ao quarto e último mandato na presidência da FIFA, cargo que ocupa desde 2016. Para atingir esse objetivo precisa de, pelo menos, 106 votos das 211 federações no próximo Congresso da FIFA.

De acordo com a imprensa internacional, o líder da FIFA agarra-se aos aliados Marrocos e EUA para reconquistar apoios.

Nesta quarta-feira, já depois de a reunião terminar e Infantino não falar aos jornalistas, a FIFA desmentiu que o presidente tenha oferecido a Marrocos a final do Mundial 2030.

 

Fonte: TVI

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