O Gil Vicente, a equipar de azul, apresentou-se aos adeptos com uma vitória por 1-0 frente ao FC Porto. Os campeões nacionais controlaram grande parte da primeira parte, mas revelaram falta de criatividade no último terço e escassa capacidade para criar ocasiões de perigo. Já os galos cresceram após o intervalo, assumiram uma postura mais ambiciosa e aproveitaram as muitas alterações promovidas por Francesco Farioli, que terminou o encontro com vários jogadores da equipa B em campo e apenas um reforço de verão, Eirik Granaas.
Mais esclarecida e perigosa na etapa complementar, a formação de Luís Pinto acabou por ser recompensada já na reta final. Arthur Tchapchet, lançado a partir do banco, elevou-se na área portista e assinou de cabeça o único golo da partida, garantindo um triunfo que deixou boas indicações na apresentação aos adeptos.
O FC Porto foi a equipa mais dominadora durante a primeira parte, embora tenha revelado dificuldades para transformar a superioridade territorial em ocasiões claras de golo. Os dragões entraram mais fortes e ameaçaram logo nos minutos iniciais, com Prpic a obrigar Lucão a uma boa intervenção na sequência de um canto e, pouco depois, Varela a desperdiçar uma excelente oportunidade ao rematar por cima da baliza à entrada da área.
A formação orientada por Francesco Farioli assumiu o controlo da posse de bola e foi empurrando os gilistas para o seu meio-campo, mas sem conseguir criar desequilíbrios constantes perante uma equipa de Luís Pinto bem organizada defensivamente. A melhor ocasião do primeiro tempo surgiu aos 13 minutos, quando Borja Sainz disparou de fora da área para uma intervenção de grande nível de Lucão, que manteve o nulo no marcador.
O Gil Vicente sentiu dificuldades para sair a jogar e raramente conseguiu incomodar João Costa durante grande parte da primeira metade. Apenas nos minutos finais os galos conseguiram equilibrar o encontro, aproximando-se da área portista através de várias bolas paradas. Entre os 39 e os 43 minutos, os barcelenses conquistaram uma série de pontapés de canto consecutivos e chegaram mesmo a introduzir a bola na baliza por intermédio de Marvin, mas o lance foi invalidado por falta sobre João Costa.
A tendência do encontro manteve-se na segunda parte, embora o Gil Vicente tenha surgido mais atrevido no ataque. Luís Pinto promoveu seis alterações ao intervalo, enquanto Francesco Farioli optou por manter o onze.
A melhor oportunidade dos galos nasceu de uma arrancada de Lausen pela esquerda, que serviu Gil Martins, mas o avançado não conseguiu enquadrar o remate com a baliza. Com o decorrer do encontro, ambos os treinadores foram promovendo várias alterações e o ritmo da partida acabou por baixar significativamente.
Ainda assim, era o Gil Vicente quem continuava a criar mais perigo, aproveitando a juventude da equipa portista, reforçada por vários jogadores da formação B lançados pelo técnico italiano. Foi então que João Costa assumiu papel de destaque na baliza dos dragões. Primeiro, voou para travar um remate de Martin Fernández e, pouco depois, voltou a negar o golo aos gilistas ao defender, junto ao relvado, uma recarga de Gil Martins.
Foi em cima do minuto 90 que o galo deu a bicada fatal ao dragão. Após canto, Martín Fernández cruzou desde a direita para o segundo poste onde apareceu Tchapchet a cabecear para a vitória. Era a bicada final do galo ao dragão. Nas bancadas, os adeptos portistas, em grande número, gritaram em uníssono “eu quero o Porto campeão”.
Fonte: TVI






