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Governo vai investir 700 milhões na reconstrução de infra-estruturas destruídas nas manifestações

Resumo

O Governo de Moçambique vai investir 700 milhões de meticais na reconstrução de infraestruturas públicas danificadas durante manifestações pós-eleitorais em nove províncias do país. Os danos afetaram escolas, unidades de saúde, tribunais e outras instituições essenciais, devido à violência. Este investimento faz parte de uma dotação de mais de 3 mil milhões de meticais para investimento público interno, que também visa mitigar os impactos de eventos climáticos extremos. O porta-voz do Governo lamentou que estes recursos poderiam ter sido direcionados para novos projetos de desenvolvimento. O plano global de reconstrução das infraestruturas danificadas está avaliado em 2,3 mil milhões de meticais, mas apenas 700 milhões foram alocados este ano devido a limitações orçamentais. Medidas de austeridade foram anunciadas devido aos impactos da guerra no Médio Oriente na economia nacional, incluindo o aumento dos preços dos combustíveis.

O Governo anunciou que vai investir cerca de 700 milhões de meticais na reconstrução de infra-estruturas públicas destruídas durante as manifestações pós-eleitorais de 2024-2025, em diversas regiões do país.

Segundo o Executivo, os danos resultantes da violência afectaram severamente escolas, unidades sanitárias, tribunais, secretarias distritais e outras instituições públicas essenciais, além de infra-estruturas privadas, em nove províncias, nomeadamente: Nampula, Tete, Zambézia, Gaza, Cabo Delgado, Maputo Província, Cidade de Maputo, Manica e Inhambane.

As autoridades explicaram que o reforço da dotação para investimento público interno, avaliado em mais de 3 mil milhões de meticais, resulta principalmente dos impactos provocados por eventos climáticos extremos, como cheias, inundações e ciclones, bem como pela destruição causada durante os protestos pós-eleitorais.

O porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, lamentou que os recursos agora destinados à reposição de infra-estruturas destruídas poderiam ter sido aplicados em novos projectos de desenvolvimento, como construção de salas de aula, aquisição de carteiras escolares, expansão de unidades sanitárias, fornecimento de medicamentos, água potável e energia.

“O montante servirá apenas para repor o que já tínhamos e que decidimos destruir”, referiu, reiterando que a violência “nunca traz resultados positivos”.

Entretanto, o plano global de reconstrução das infra-estruturas destruídas está avaliado em cerca de 2,3 mil milhões de meticais, embora, para este ano, apenas 700 milhões tenham sido alocados devido às limitações orçamentais.

Impissa abordou os impactos da guerra no Médio Oriente sobre a economia nacional, destacando o aumento da volatilidade dos preços dos combustíveis e o agravamento do custo de vida.

O Executivo anunciou igualmente medidas de austeridade e apelou à população para apostar em hortas caseiras como forma de reduzir a dependência de produtos importados.

O Governo avançou ainda com a criação do Banco de Desenvolvimento de Moçambique, instituição que terá como missão financiar projetos estratégicos ligados à industrialização, infraestruturas, agroindústria e resiliência climática.

Fonte: O País

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