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Gráfico: Portugal entre os países com a eletricidade mais cara do mundo

Resumo

Portugal está entre os países com eletricidade mais cara da Europa, ocupando a 31.ª posição num estudo que analisou os preços médios residenciais de eletricidade em 145 países. Apesar de ficar abaixo dos países do norte e centro da Europa, o preço médio em Portugal é de $0,237 por kWh. A fatura final para os consumidores europeus inclui impostos, taxas ambientais, encargos com energias renováveis e custos de manutenção das redes de distribuição. A transição energética e a ambição climática europeia justificam estes valores. A diferença entre o país com eletricidade mais cara (Bermudas) e mais barata (Irão) é de mais de 155 vezes, refletindo realidades económicas, políticas e geográficas distintas. Esta disparidade destaca a eletricidade como um fenómeno político global.

Os portugueses pagam mais de 79 vezes o preço praticado no país onde a eletricidade é a mais barata do mundo. Um novo estudo coloca a Europa no centro dos mercados residenciais mais caros do planeta.

Um novo relatório do Visual Capitalist, com base em dados do , analisou os preços médios residenciais de eletricidade em 145 países entre 2023 e 2026. Apresentados em dólares, os resultados são, para muitos europeus, pouco animadores.

Para uma melhor compreensão dos dados, importa saber que um dólar corresponde a cerca de 86 cêntimos, à taxa de câmbio atual.

Se há uma conclusão clara , é que a Europa concentra a maioria dos mercados de eletricidade mais caros do mundo.

As Bermudas lideram o ranking global com $0,466 por kWh, mas logo a seguir surge a Irlanda ($0,447), Itália ($0,415), Alemanha ($0,406), e Reino Unido e Bélgica, ambos em $0,404 por kWh.

Entretanto, Portugal entra na lista na 31.ª posição, com um preço médio de $0,237 por kWh, um valor que, apesar de ficar abaixo dos países do norte e centro da Europa, continua a ser dos mais elevados, globalmente.

Nos países europeus, o preço final que o consumidor paga na fatura inclui muito mais do que o custo de produção de energia, o que justifica os valores.

Impostos, taxas ambientais, encargos associados às energias renováveis e os custos de manutenção das redes de distribuição contribuem de forma significativa para o valor final.

Em grande parte, o preço reflete a transição energética e a ambição climática europeia.

Além da Europa, outro grupo de territórios destaca-se pelos preços elevados: as nações insulares. As Bermudas, as Ilhas Caimão, as Bahamas, Barbados e Cabo Verde estão entre os mercados mais caros do mundo.

A explicação é geográfica e logística. Ao contrário dos grandes países continentais, as ilhas não têm acesso a redes elétricas regionais de grande dimensão. A energia é produzida localmente, quase sempre a partir de combustíveis importados.

A isso somam-se os custos de transporte, as bases de clientes mais pequenas e a ausência de economias de escala.

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p id="caption-attachment-1093709" class="wp-caption-text">Estas variáveis deixam as famílias muito mais expostas às flutuações dos preços globais da energia.

No extremo oposto do ranking, encontramos países onde a eletricidade custa uma fração do que se paga em Portugal. O Irão ocupa o último lugar com apenas $0,003 por kWh, um valor quase simbólico.

A Etiópia, o Quirguistão, o Iraque, Angola, o Egito e o Sudão também figuram entre os mais baratos.

Isso deve-se ao facto de serem países produtores de combustíveis fósseis com acesso a energia doméstica a baixo custo, como o Qatar ($0,032), Kuwait ($0,039), Arábia Saudita ($0,052) e Argélia ($0,041); ou de serem países onde o Estado subsidia fortemente a eletricidade para as famílias.

Estas políticas mantêm as faturas baixas, mas têm um custo fiscal significativo para os governos.

O dado mais impressionante de todo o estudo é que a diferença entre o país com eletricidade mais cara e mais barata é de mais de 155 vezes: enquanto as Bermudas cobram $0,466 por kWh, o Irão cobra $0,003.

Esta disparidade reflete realidades económicas, políticas e geográficas radicalmente diferentes, e mostra que o preço da eletricidade é, também, um fenómeno político.

Para Portugal, os números confirmam o que muitos já suspeitavam: estamos num dos mercados de mais caros do mundo, apesar de não estarmos no topo absoluto.

A discussão sobre o custo da energia em Portugal não é nova, mas os dados internacionais ajudam a contextualizar a magnitude do problema.

Num mundo onde a competitividade económica depende cada vez mais do acesso a energia a preços razoáveis, a posição europeia, assim como a portuguesa, no ranking é um tema que está longe de sair da agenda política.

 

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Fonte: Pplware


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