O ex-militar detido no domingo no estado norte-americano da Califórnia num campo de golfe propriedade de Donald Trump, dois dias antes da visita do Presidente, está acusado de posse ilegal de arma de fogo, revelaram as autoridades.
O suspeito, Jeanine John Taele, deveria ter sido presente quarta-feira a um juiz federal em Los Angeles, para decidir se podia ou não ser libertado sob fiança, mas o Departamento de Justiça anunciou que a audiência tinha sido adiada por tempo indeterminado.
Nesta fase, o suspeito está a ser acusado de posse de uma espingarda de cano curto não registada, um crime punível com até 10 anos de prisão.
Além das acusações federais, é também acusado pelas autoridades da Califórnia de múltiplas violações das leis sobre armas.
"Embora ainda estejamos a investigar os motivos deste indivíduo, estamos aliviados por ele ter sido detido antes da visita do Presidente", realçou o procurador federal Bill Essayli num comunicado.
As autoridades não apresentaram ainda qualquer prova de que Taele tivesse como alvo o chefe de Estado, noticiou a agência France-Presse (AFP).
Mas "não há margem para erros, especialmente tendo em conta as tentativas de assassinato anteriores contra o Presidente Trump", insistiu Patrick Gandy, vice-diretor do gabinete do FBI (polícia federal) em Los Angeles, prometendo uma "investigação minuciosa".
O suspeito, de 38 anos, é um veterano do Exército e antigo membro do Corpo de Fuzileiros Navais que esteve destacado no Iraque e no Afeganistão entre 2008 e 2010 e recebeu várias medalhas, segundo órgãos de comunicação social norte-americanos.
Taele suscitou suspeitas pela primeira vez na sexta-feira, no campo de golfe Rancho Palos Verdes, de acordo com a acusação.
Foi visto a usar um auricular e a tirar fotografias e a gravar vídeos das atividades de planeamento de segurança realizadas por agentes federais antes da visita presidencial.
No domingo, voltou a ser visto no campo de golfe, o que levou à sua detenção.
Durante a detenção, os agentes encontraram nas suas calças um carregador com munições e no seu carro uma pistola de 9mm carregada, bem como binóculos e um distintivo de agente de segurança.
O suspeito alegou inicialmente estar numa missão de segurança para o Departamento de Estado. Após investigação, descobriu-se que era procurado por furto.
Foi então realizada uma busca, pelo xerife e pela unidade antiterrorismo do FBI, à casa do suspeito em Downey, um subúrbio de Los Angeles.
Na habitação, foi descoberta uma espingarda de assalto, uma pistola, um colete à prova de balas, carregadores de alta capacidade, munições, dois rádios e "vários cadernos contendo declarações perturbadoras".
O jantar oferecido na noite de terça-feira por Donald Trump no seu campo de golfe, para angariar fundos para o Partido Republicano antes das eleições intercalares, decorreu sem incidentes.
Fonte: TVI


