Gianni Infantino pronunciou-se, pela primeira vez, sobre a polémica em torno da suspensão de Folarin Balogun, garantindo que não interferiu no processo disciplinar que permitiu ao avançado dos Estados Unidos disputar os oitavos de final do Mundial 2026, depois de a aplicação do castigo automático ter sido suspensa por um ano.
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, o presidente da FIFA confirmou ter recebido um telefonema de Donald Trump, mas assegurou que explicou ao presidente norte-americano que o caso estava a ser apreciado pelos órgãos disciplinares independentes do organismo.
«Recebi um telefonema do presidente Donald Trump, tal como recebo telefonemas de chefes de Estado, membros de governos, responsáveis do futebol e dirigentes empresariais de todo o mundo sobre os mais variados assuntos. Durante a nossa conversa expliquei que existia um processo jurídico em curso nos órgãos judiciais independentes da FIFA e que o caso seria decidido, em devido tempo, pelas entidades competentes. É assim que o sistema da FIFA funciona e é um princípio que defenderei sempre», afirmou.
As declarações surgem depois de Trump ter admitido publicamente que pediu uma revisão do cartão vermelho mostrado a Balogun, insistindo que «os melhores jogadores têm de estar em campo» e comparando o caso ao que aconteceria se Lionel Messi, Cristiano Ronaldo ou Harry Kane fossem afastados de um grande jogo por uma «colisão».
Infantino fez questão de sublinhar que os órgãos judiciais da FIFA atuam de forma autónoma e que não são suscetíveis a pressões externas.
«Os órgãos judiciais da FIFA são independentes. Funcionam de forma autónoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nos regulamentos e nos factos específicos de cada processo. A sua independência é essencial para a credibilidade e integridade do futebol e deve ser sempre respeitada», acrescentou.
O dirigente suíço admitiu ainda que nem sempre concorda com as decisões tomadas pelos comités disciplinares, mas frisou que nunca interfere.
«Leio as decisões da Comissão Disciplinar da FIFA quando são publicadas. Às vezes surpreendem-me. Outras vezes concordo com elas e outras discordo. O que faço sempre, porém, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Gostarmos ou não de uma decisão é irrelevante. O respeito pelas instituições independentes e pelo Estado de direito é o que protege a integridade das nossas competições e a credibilidade da FIFA», concluiu o presidente da FIFA.
O caso Balogun continua a gerar forte controvérsia. Depois de a FIFA suspender, por um período probatório de um ano, a aplicação do castigo automático ao internacional norte-americano.
Fonte: TVI







