InícioNacionalPolíticaIRÃO AMEAÇA ATACAR PAÍSES EUROPEUS

IRÃO AMEAÇA ATACAR PAÍSES EUROPEUS

Resumo

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão alertou os países europeus sobre possíveis ataques se apoiarem os EUA e Israel. O Irão considera um alinhamento militar da Europa com Washington e Telavive como provocação, podendo ampliar operações militares para atingir cidades europeias. Governos europeus discutem medidas de segurança devido ao receio de um conflito alargar-se para o continente. Grécia, Alemanha e França oferecem apoio a Chipre com envio de fragatas e aviões de combate. Tensões aumentam com 800 mortes no Irão, incluindo possíveis líderes. Israel alerta sobre possíveis alvos, enquanto Teerão retaliar contra Israel e bases dos EUA no Médio Oriente. NATO mantém-se vigilante, pronta para proteger membros e defender território. Secretário-geral da NATO considera o Irão uma ameaça para a estabilidade regional e para Israel, destacando a prontidão da organização para agir se necessário.

Por: Gentil Abel

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão lançou um aviso dirigido aos países europeus, afirmando que qualquer nação que decida apoiar os Estados Unidos e Israel poderá tornar-se alvo de ataques iranianos. Segundo o responsável, um eventual alinhamento militar da Europa com Washington e Telavive seria interpretado por Teerão como uma provocação directa. Como resposta, o Irão poderá alargar as suas operações militares, atingindo cidades e países europeus.

No entanto, este alerta surge numa altura em que vários governos europeus já discutem medidas de reforço da segurança. O receio é de que o conflito envolvendo o Irão ultrapasse as fronteiras do Médio Oriente e passe a representar uma ameaça directa para o continente europeu, segundo escreve a Euronews.

Assim sendo, alguns países começaram a tomar medidas de prevenção. Grécia, Alemanha e França manifestaram disponibilidade para apoiar Chipre no reforço das suas capacidades defensivas. Neste contexto, Atenas e Paris decidiram enviar fragatas da marinha para a região, enquanto a Grécia também deverá contribuir com aviões de combate F-16.

Desta feita, a guerra entra no seu quinto dia. Informações divulgadas indicam que cerca de 800 pessoas já morreram no Irão desde o início dos confrontos. Entre as vítimas estariam algumas figuras que o presidente dos Estados Unidos considerava possíveis futuros líderes do país.

No entanto, as tensões continuam a aumentar. As autoridades israelitas avisaram que qualquer sucessor do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, poderá ser considerado alvo militar. Ao mesmo tempo, Teerão mantém ataques de retaliação contra Israel e contra países do Médio Oriente que acolhem bases militares norte-americanas.

Assim sendo, a situação preocupa também a NATO. O secretário-geral da organização, Mark Rutte, citado pela Moznews, sublinhou que a aliança militar “não está envolvida” no conflito em curso no Médio Oriente. Ainda assim, garantiu que a organização está preparada para proteger todos os seus membros, afirmando que a NATO “defenderá cada centímetro do seu território”, caso seja necessário.

Durante uma visita à Macedónia do Norte, Rutte reforçou que o Irão representa um risco para a estabilidade regional. Na sua avaliação, trata-se de “uma ameaça existencial” para Israel e também “uma enorme ameaça para nós aqui na Europa”.

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