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Mais de 400 pessoas detidas por incêndios em França que queimaram 120 mil hectares

Mais de 400 pessoas foram detidas, incluindo 156 menores, por suspeita de ligação aos incêndios florestais em França, que queimaram 120 mil hectares desde o início do verão, anunciou esta terça-feira o ministro do Interior francês.

Das 402 pessoas detidas, 156 são menores e 36 estão sob custódia, seja por condenação ou por aguardarem julgamento, referiu o ministro do Interior, Laurent Nuñez, em conferência de imprensa.

No total, "desde o início da época, tivemos 14.540 focos de incêndio" numa área ardida de 120 mil hectares, acrescentou, garantindo que "a situação está a melhorar".

As autoridades, no entanto, monitorizam de perto várias áreas, com o ministro do Interior a citar o litoral mediterrânico (sudeste), o vale do Ródano (centro-leste) e o oeste, onde deflagrou um incêndio em Morbihan, na Bretanha.

"Obviamente, continuamos extremamente vigilantes, uma vez que as condições meteorológicas permanecem favoráveis aos incêndios florestais", explicou.

A agência meteorológica Météo-France manteve o aviso laranja de onda de calor para quarta-feira em 13 departamentos (em comparação com 16 na terça-feira), incluindo Drôme (sudeste), onde um incêndio iniciado na segunda-feira já consumiu 280 hectares, segundo o ministro.

O sistema de alerta francês tem quatro níveis, do verde (sem vigilância específica) ao vermelho (vigilância absoluta), incluindo os níveis amarelo e laranja.

Nove em cada dez incêndios florestais são causados por humanos, sendo os raios responsáveis por grande parte dos restantes 10%.

Os maiores incêndios da temporada em França, no entanto, foram acidentais, de acordo com as primeiras conclusões.

Em França, 2026 já bateu o recorde de área ardida em vinte anos de medições por satélite, segundo o Sistema Europeu de Monitorização de Incêndios (EFFIS).

As florestas estão a arder com muito mais facilidade porque a vegetação e o solo estão extremamente secos há meses, um fenómeno agravado pelas recentes ondas de calor excecionais.

De acordo com um estudo publicado na quinta-feira pelos climatologistas do grupo World Weather Attribution, as alterações climáticas causadas pelas atividades humanas estão a tornar a seca atual mais severa.

 

Fonte: TVI

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