InícioRevistaSociedadeManica: Suposto membro da UIR mata a mãe à paulada

Manica: Suposto membro da UIR mata a mãe à paulada

Chimoio (Moçambique) 08 Jul (AIM) – Um membro da Polícia da República de Moçambique (PRM) assassinou, na noite de segunda -feira (06), com recursos a uma enxada, a sua mãe na cidade de Chimoio, província central de Manica.

Trata-se de Gafar Manuenza, de 28 anos de idade, afecto à Unidade de Intervenção Rápida (UIR), em Chimoio.

O membro desferiu golpes na cabeça da sua mãe com recurso a uma enxada e a vítima perdeu a vida a caminho Hospital Provincial de Chimoio (HPC).

Depois de cometer o crime macabro, Gafar Manuenza colocou-se em fuga, estando até então em parte incerta.

“ O crime chocou a comunidade do bairro Vila Nova, concretamente na zona de Tanbara 2. Gafar Manuenza, sempre que regressava de Cabo Delgado, ameaçava a mãe alegando que o insucesso na sua vida amorosa era causado pela mãe. Acusava a mãe de feitiçaria até que naquela noite, quando a mãe está a tomar banho, entrou com uma enxada a bateu na cabeça”, contou Júlia Ernesto, vizinha da vítima.

“Depois de bater na cabeça, levou o telefone da mãe com uma pasta de roupa e fugiu. As irmãs, tendo se apercebido do sucedido, comunicaram alguns vizinhos que imediatamente tentaram socorrer a vítima. Mas porque os ferimentos eram graves, perdeu a vida a caminho do hospital”.

A mesma fonte explicou que a vítima vivia sob ameaças do filho.

“Algumas vezes, tentou incendiar a residência da mãe pensando que ela estivesse a dormir”, relatou.

“ Várias vezes quis incendiar a casa da mãe. Outra vez até tentou vender a casa, mas nós, como vizinhos, controlamos a situação, até que na segunda – feira, no momento em que houve um apagão no fornecimento de energia elétrica, ele cometeu o crime”, acrescentou.

Entretanto, o Serviço de Investigação Criminal (SERNIC), confirma a ocorrência deste crime e assegura ter iniciado diligências para a neutralização de Gafar Manuenza para ser responsabilizado pela prática do crime.

“ Recebemos denúncia sobre este crime e imediatamente accionamos as nossas linhas operativas. Estamos no terreno a trabalhar para neutralizar este indivíduo. É um crime que chocou a comunidade. O nosso apelo é que nada justifique a violênci”, disse Paulo Candeeiro, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, em Manica.

(AIM)

Redação.

 

Fonte: aimnews

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