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Marco Silva pede um Benfica mais forte: «Temos de dar o primeiro sinal aos adeptos»

Marco Silva acredita que o Benfica terá de apresentar uma imagem muito diferente da deixada na primeira mão para conseguir ultrapassar o St. Gallen e seguir em frente na Liga Europa. Na conferência de imprensa de antevisão, o treinador destacou a necessidade de controlar melhor o jogo, reduzir as transições e assumir a iniciativa perante os adeptos da Luz.

«Temos de ser mais fortes, é o aspeto mais importante. O jogo tem várias condicionantes, deixámos o jogo ir para duelos individuais, temos de ter a capacidade de ter um domínio diferente, de desorganizar o adversário. Houve muitas transições, não tivemos a capacidade de assentar o nosso jogo. Depois uma entrada como nos compete em casa estando em desvantagem para darmos um sinal aos adeptos. O apoio será fundamental ao longo da época, há momentos em que sabemos que temos de ser nós a dar o boost aos adeptos.»

«Os dois momentos estão ligados, temos de nos preparar mentalmente. Temos de demonstrar capacidade de circulação. A parte tática e mental estão ligadas e como o trabalhamos no treino, individualmente, temos vindo a fazê-lo. Essa característica será importante, temos de estar preparados para situações de transição, mas uma equipa como nós tem de ter capacidade de não perder a bola.»

«Logo no primeiro canto notou-se isso, temos de ser proativos, de atacar a bola em zonas que estão preenchidas por nós. Análisamos, é algo que temos vindo a trabalhar. Perceber quais são os jogadores fortes em momentos de bola parada. Temos de dar passos em frente e melhorar.»

«Estamos preparados para as duas hipóteses. O St. Gallen gosta de levar para questões individuais, custou-nos muito na primeira mão, não tivemos capacidade de assentar, é isso que temos de fazer amanhã de forma diferente. Não foi uma surpresa, não demonstrámos a calma necessária. Podem optar por uma abordagem mais conservadora, ir para um bloco médio/baixo e esperar por nós. Também trabalhámos esse momento. O jogo vai ditar a abordagem. O adversário pode manter a abordagem e nós termos a capacidade para levar o jogo para ataque posicional e criar as situações.»

«Quer o Sudakov, o Rafa, o Prestianni, o Gonçalo Moreira. São jogadores com capacidade de ser terceiro médio, têm de ter a capacidade de ler. Defrontámos uma equipa em que o jogo defensivo é homem a homem. Terão mais pressão vinda de trás, não há grande espaço entrelinhas. Tivemos muitos momentos de três contra dois em que a decisão não foi a melhor. Independentemente da forma como o adversário vai jogar, o jogo vai pedir outras coisas. Quem joga tem de estar preparado para os dois momentos, marcação por trás e ter a capacidade de jogar ao toque. Foi algo que fomos trabalhando, acredito que vão melhorar.»

 

Fonte: TVI

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