Maputo, 20 Jul (AIM) – A Primeira-Dama da República, Gueta Chapo, apelou hoje, na província de Maputo, à mobilização de toda a sociedade para proteger a vida das crianças moçambicanas, defendendo um compromisso nacional na prevenção de mortes evitáveis.
O apelo foi lançado durante a apresentação do Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil 2026-2030, instrumento que orientará os esforços do Governo para reduzir a mortalidade neonatal e infantil no país.
Falando do instrumento lançado, a esposa do Presidente da Republica, Daniel Chapo, afirmou que o documento representa mais do que uma estratégia do sector da saúde, constituindo um compromisso nacional em defesa da vida e do futuro das crianças moçambicanas.
“Hoje não estamos apenas a lançar um documento estratégico. Estamos a renovar um compromisso nacional com aquilo que Moçambique tem de mais precioso: a vida das suas crianças”, declarou.
A Primeira-Dama reconheceu os progressos alcançados pelo país na redução da mortalidade infantil e neonatal nas últimas décadas, mas advertiu que persistem desafios relacionados com o acesso aos serviços de saúde, à nutrição adequada, à água potável, ao saneamento e à informação.
Por seu turno, o Director Nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, em representação do Ministro da Saúde, afirmou que Moçambique registou avanços significativos na redução da mortalidade de crianças menores de cinco anos.
Segundo explicou, entre 2000 e 2023 o país reduziu este indicador em cerca de 61 por cento, passando de 152 para 60 mortes por cada mil nados-vivos.
Apesar desta evolução, Fernandes considerou que os níveis de mortalidade continuam elevados, sobretudo porque muitas destas mortes resultam de causas evitáveis. A mortalidade neonatal continua a ser uma das maiores preocupações, estando associada, principalmente, à prematuridade, à asfixia durante o parto e às infecções.
O responsável sublinhou que o Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil 2026-2030 reafirma o compromisso do Governo em acelerar a redução da mortalidade infantil através de intervenções de elevado impacto.
As prioridades incluem o combate às principais causas de morte evitável em crianças, nomeadamente a pneumonia, a malária, a diarreia, as complicações durante o parto e a prematuridade.
“O verdadeiro sucesso deste plano será medido não pelo número de actividades realizadas, mas pelo número de vidas salvas, de crianças que chegam ao quinto aniversário com saúde e de famílias que encontram serviços de saúde capazes de responder com qualidade e em tempo oportuno”, afirmou.
O plano estabelece como meta reduzir a mortalidade de menores de cinco anos para menos de 35 mortes por mil nados-vivos até 2030, garantindo que todas as crianças tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, independentemente do local onde nascem ou da sua condição socioeconómica.
Entre as principais medidas previstas figuram o reforço dos cuidados de saúde primários, a melhoria da disponibilidade de medicamentos, equipamentos e outros insumos, o fortalecimento da acção dos agentes polivalentes de saúde e das comunidades, bem como o aperfeiçoamento dos sistemas de informação, monitoria e avaliação.
Segundo o Ministério da Saúde, mais de 90 por cento dos recursos previstos para a implementação do plano serão aplicados na aquisição de medicamentos, equipamentos e insumos, bem como na garantia da prestação contínua dos serviços de saúde infantil.
(AIM)
Laura Tembe/pc
Fonte: aimnews



