Desenvolver um jogo é hoje em dia muito caro, possivelmente até mais caro que produzir um blockbuster de Hollywood. Além disso, é algo que demora anos. Aliás, por vezes há projetos que quase demoram décadas. Basta olhar para o próximo Devil May Cry ou para GTA 6. Sendo exatamente por isso que vários jogadores se queixam de que há poucos jogos no mercado.
Depois, o preço do hardware roça a loucura, como podemos ver pela atual geração, que em vez de ficar mais barata, está cada vez mais cara.
É exatamente por isso que chegámos até aqui… Venderam-nos uma consola com a promessa de 8K estampada na caixa, carregamentos instantâneos revolucionários e um salto gráfico geracional. Passados quase seis anos, o que é que temos nas mãos? Remasters de jogos que já tínhamos jogado na PS4, meia dúzia de títulos a usarem o SSD de forma decente e uma lista interminável de promessas por cumprir.

A esmagadora maioria do catálogo da PS5 podia perfeitamente correr na geração anterior se os estúdios se dessem ao trabalho de otimizar. Os 60 frames por segundo e o 4K, que na verdade é quase sempre atingido à custa de técnicas de “upscaling” agressivas e reconstrução de imagem… são a grande bandeira desta consola. Mas desde quando é que fluidez básica é considerada um “salto geracional”?
A inteligência artificial dos NPCs continua tão burra como era no tempo da PS3, a física dos cenários estagnou e a dependência de jogos “cross-gen” atrasou o desenvolvimento da indústria durante anos só para não se “largar o osso” das vendas da PS4. O SSD M.2 trouxe sem dúvida mais comodidade, mas pagar centenas de euros por uma máquina só para não ver ecrãs de carregamento é um argumento muito curto para justificar esta geração.

Sim, a Sony conseguiu a proeza de ter lucros recorde a vender consolas caras, enquanto a maioria dos jogadores sente que a sua PS5 passa meses a apanhar pó por falta de títulos exclusivos verdadeiramente marcantes.
Hoje em dia já se fala no que vem a seguir, mas até isso está complicado. A crise de memória arruinou a capacidade de lançar consolas a preços “decentes”, e como tal, provavelmente só em 2028.
O mundo das consolas está a passar por uma fase… preocupante.
Fonte: Zero Zero





