Resumo
O México, país anfitrião do Mundial de 2026, ambiciona ultrapassar os oitavos de final e recuperar protagonismo com uma equipa equilibrada liderada por Edson Álvarez e Santiago Giménez. A seleção sul-coreana, determinada a surpreender, conta com jogadores talentosos como Son Heung-min, Lee Kang-in e Hwang Hee-chan, destacando-se pela disciplina tática e rapidez nas transições. Por sua vez, os sul-africanos, regressando aos Mundiais após dezasseis anos, sob o comando de Hugo Broos, procuram superar a fase de grupos com uma equipa organizada e em crescimento. Estas seleções preparam-se para competir no Mundial de 2026 com estratégias e jogadores chave para alcançar os seus objetivos.
A seleção sul-coreana consolidou-se como uma das grandes potências asiáticas e chega ao Mundial de 2026 determinada a voltar a surpreender, depois de uma qualificação invita e somando apenas dois empates em dezasseis duelos. Depois da histórica presença nas meias-finais em 2002 e das boas prestações mais recentes, os asiáticos apresentam uma geração talentosa liderada por Son Heung-min, um dos melhores futebolistas da história do país. Ao seu lado surgem jogadores como o desequilibrador médio Lee Kang-in, o possante Kim Min-jae e o agressivo, móvel e intenso avançado Hwang Hee-chan, que garantem qualidade em todos os setores do terreno. Os tigres da Ásia caracterizam-se pela disciplina tática, intensidade física e rapidez nas transições ofensivas, embora possa sentir algumas dificuldades aquando de duelos com equipas mais fortes fisicamente e em frescura física dos seus principais e influentes jogadores. O selecionador Hong Myung-bo, antigo capitão da seleção, com João Aroso na equipa técnica, procurarão a partir do 3-4-3 construir uma equipa equilibrada que combine a habitual organização asiática com maior criatividade no ataque.
Os bafana bafana vivem um dos momentos mais positivos da última década, regressando aos Mundiais dezasseis anos depois de ter sido anfitrião, nunca tendo ultrapassado a fase de grupos nas três participações anteriores. Cresceram significativamente sob a orientação do treinador belga Hugo Broos, que comanda a seleção desde 2021, tendo participado no México 86 como jogador, apresentando uma equipa muito organizada, a partir do 4-3-3, disciplinada e competitiva, com um plantel dominado pela competição doméstica. O guarda-redes Ronwen Williams tornou-se uma das figuras mais importantes, com o jovem de baixa estatura para defesa central mas com elevada margem de progressão Mbekezeli Mbokazi , enquanto Teboho Mokoena confere pulmão e equilibrio no centro do terreno e no centro do ataque Lyle Foster será a referência, tendo atuado nos relvados portugueses. A experiência adquirida em competições continentais recentes fortaleceu a confiança do grupo, apostando frequentemente em contra ataques, pelas laterais, mas o principal desafio será aumentar a eficácia ofensiva diante de adversários de maior qualidade, dada a ausência de uma consistência ofensiva e ligação entre setores aquando da posse de bola.
Regressam ao Mundial vinte anos depois, determinados em reafirmar a tradição competitiva herdada do futebol checoslovaco. A seleção apresenta um núcleo experiente liderado pelo avançado Patrik Schick, principal referência goleadora, e pelo influente médio todo o terreno Tomáš Souček, destacando igualmente a largura conferida na lateral direita por Vladimir Coufal e a liderança no setor mais recuado por Ladislav Krejci que pode igualmente atuar como médio, estacando ainda a convocatória do guarda redes bracarense Lukas Hornicek. A equipa caracteriza-se pela robustez física, organização tática e forte capacidade nas bolas paradas, fruto da agressividade nos duelos aéreos, aspetos que historicamente marcam o futebol checo. Sob a liderança do antigo guarda redes Miroslav Koubek, a partir do 3-4-3 em posse, procurarão equilibrar a habitual disciplina defensiva com maior capacidade criativa no último terço que nas competições anteriores nem sempre se verificou, principalmente perante blocos baixos. A consistência coletiva e a experiência internacional de vários jogadores poderão ser fatores decisivos num grupo bastante equilibrado, a todos os níveis.
Fonte: TVI






