A La Roja é uma das seleções mais fortes do futebol mundial, sustentada por uma geração jovem de enorme qualidade técnica e por uma identidade de jogo muito bem definida. Apostando há décadas, num modelo assente na posse de bola, mobilidade e criatividade no último terço, jogadores como Lamine Yamal, Pedri, Nico Williams e Rodri representam o equilíbrio perfeito entre juventude e maturidade, oferecendo soluções em todos os setores do campo, com total imprevisibilidade e velocidade com bola e transições defensivas equilibradas, dada a pressão permanente ao portador de bola. A equipa destaca-se pela capacidade de controlo dos jogos e pela qualidade de circulação de bola, embora por vezes possa sofrer perante adversários mais físicos e diretos. Sob o comando de Luis de la Fuente, desde Dezembro de 2022, procuram manter a sua filosofia histórica, mas com maior verticalidade e agressividade ofensiva, partindo de um camaleónico 4-2-3-1. O objetivo é claro: voltar a conquistar o título mundial e reafirmar-se como potência dominante do futebol internacional.
Chegam ao Mundial fiéis à sua identidade histórica, marcada pela garra, competitividade, intensidade em todos os duelos com e sem bola, com forte espírito coletivo. Bicampeã mundial, continua a ser uma das mais respeitadas da América do Sul, combinando tradição com uma nova geração extremamente talentosa. Sob a liderança do argentino Marcelo Bielsa, desde Maio de 2023, a equipa adotou um estilo de jogo mais agressivo e ofensivo, sem perder a intensidade defensiva que sempre a caracterizou, assente no 4-3-3, pressão alta e espírito competitivo, sendo uma equipa extremamente difícil de enfrentar em jogos de alta exigência. Federico Valverde tornou-se o motor do meio-campo, oferecendo energia, qualidade técnica e capacidade de chegada à área, enquanto Darwin Núñez lidera o ataque com potência e mobilidade. Os centrais Ronald Araújo e José María Giménez garantem solidez defensiva e experiência internacional. O objetivo passa por voltar a alcançar fases avançadas do torneio e recuperar o protagonismo mundial.
Chegam no momento de maior desenvolvimento do seu futebol, a nível interno, fruto de investimentos estruturais e de uma crescente presença de jogadores em ligas competitivas. Depois de surpreender o mundo com a vitória sobre a Argentina em 2022, a seleção saudita procura agora consolidar a sua evolução e tornar-se mais consistente, pois somente na estreia em 1994 passou a fase de grupos. A equipa mantém uma base experiente, liderada por Salem Al-Dawsari, a principal referência técnica e ofensiva do grupo, conhecido pela sua criatividade e capacidade de decisão. No meio-campo destaque para os equilíbrios conferidos por Kanno e na defesa para a largura e profundidade pela direita de Saud Abdulhamid, a seleção aposta numa organização rigorosa e em jogadores habituados ao ritmo competitivo internacional, a partir de 4-3-3, transitando para 4-1-4-1 defensivo, com algumas arestas por limar. Sob o comando do francês Hervé Renard, treinador com vasta experiência em competições africanas e mundiais, atingiram a fase final após vinte jogos e serão orientados pelo grego Giorgos Donis depois de treinar clubes no país saudita, fará a estreia oficial em plena competição.
Os tubarões azuis tornaram o sonho em realidade e estreiam-se na principal competição de seleções à escala mundial, representando uma das grandes histórias de superação da competição, pois são o país mais pequeno em termos de área e o segundo no que diz respeito a população (somente atrás da Islândia). Com uma evidente identidade competitiva, tem vindo a crescer de forma consistente ao longo dos últimos anos, beneficiando de jogadores com experiência em ligas europeias e de uma forte ligação coletiva. A equipa destaca-se pelo espírito de sacrifício, organização defensiva e capacidade de competir de igual para igual em jogos exigentes. Ryan Mendes e Jovane Cabral são duas das principais figuras do grupo, trazendo experiência e qualidade ofensiva, contando com o quarentão Vozinha na baliza e a polivalência de Sidny Lopes Cabral para preencher qualquer das laterais e execução das bolas paradas. Sob a liderança de Bubista que foi adjunto durante vários anos, antes de assumir o leme no inicio de 2020, construíram uma identidade sólida, baseada num 4-2-3-1 com disciplina tática e no espírito e união do grupo sendo uma das maiores forças desta nação. Apesar de ser considerada uma das seleções menos favoritas do torneio, a equipa chega ao Mundial sem pressão, determinada a aproveitar cada jogo como uma oportunidade para crescer e surpreender, representando com orgulho o futebol cabo-verdiano no maior palco do mundo.
Fonte: TVI



