90 minutos de sofrimento em dois estádios. 90 minutos de incerteza para milhares de pessoas. 90 minutos com poucas ocasiões de golo e em que a Espanha se mostrou letal para assegurar o primeiro lugar do Grupo H.
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Muitas contas para serem feitas, sendo que qualquer uma das três seleções (Espanha, Uruguai e Cabo Verde) podiam garantir a passagem aos 16 avos de final deste Campeonato do Mundo.
A saber disso, o conjunto orientado por Marcelo Bielsa entrou pressionante e com vontade de surpreender o adversário. Sem grandes ocasiões de perigo para ambos os lados, nota para um lance de perigo logo a abrir. Oyarzabal quase enganou Muslera, mas valeu o corte de Cáceres a evitar o 1-0.
Foi preciso chegar a meio do primeiro tempo para se assistir a um lance de real perigo. Bentancur teve tempo e espaço para almejar a baliza de Unai Simón e fê-lo, com um remate de fora da área que passou muito perto da trave. Todos conhecem o velho «ditado» do futebol: quem não marca, sofre. Uruguai não marcou e sofreu um golo.
Curiosamente (ou não) o momento surgiu quando a Espanha estava a jogar com menos um elemento, após Oyarzabal ter recebido indicação para ficar um minuto fora das quatro linhas. Álex Baena recebeu a bola dentro da área e com um remate à meia-volta forçou Muslera a dar o chamado «frango». Muitas culpas no cartório para o experiente guardião uruguaio, que ainda tocou na bola antes de a ver beijar as redes.
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p lang="pt">Álex Baena faz o primeiro do jogo 🇪🇸
Os resultados ao intervalo deixam para já Cabo Verde no 2º lugar do Grupo H 🫡#sporttvportugal #MUNDIALnaSPORTTV #MundialFIFA2026 #Uruguai #Espanha pic.twitter.com/jVwnVDbPUr
Como uma desgraça nunca vem só, Bielsa viu Manuel Ugarte sair de maca e teve de mexer antes do intervalo… mas depois também. Após um discurso certamente aceso ao intervalo, o técnico optou por trocar de guarda-redes e o jogo entrou numa fase mais tranquila. Nota para diversos lances divididos e uma série de faltas, de parte a parte. O árbitro foi obrigado, inclusive, a ir ao bolso tirar o cartão amarelo em algumas ocasiões.
No outro jogo do grupo, Cabo Verde aumentava cada vez mais a esperança de chegar à próxima fase e o Uruguai ficava cada vez mais nervoso. Já em cima do apito final do árbitro, Canobbio viu o cartão vermelho direto e deixou o conjunto de Bielsa a jogar com menos um elemento.
Não há muito a dizer para justificar esta escolha. Perante um jogo com poucas ocasiões de golo, a única surgiu através do pé direito do jogador do Atlético Madrid. De resto, o jogo de Álex Baena foi bastante discreto, com pouca influência no momento ofensivo da equipa.
Se não assistiu ao único golo deste jogo, vale a pena ver e rever. Um cruzamento para o coração da área fez com que Álex Baena rematasse de pé direito para o fundo da baliza, mas com uma ajuda essencial do guarda-redes uruguaio. Muslera deu uma palmada na bola, mas foi insuficiente para evitar o 1-0 da Espanha.
Fonte: TVI






