InícioDesportoNacional-AVS, 3-1 (crónica)

Nacional-AVS, 3-1 (crónica)

O Nacional entrou de pé direito na segunda volta do campeonato, ao vencer em casa o AVS, dando o melhor seguimento à vitória contra o FC Porto. Mais ainda, desta feita, perante um adversário direto.

RECORDE AQUI O FILME DESTE ENCONTRO.

Não houve nevoeiro, mas houve vento e uma rajada de golos numa boa primeira parte que ajudou a construir um resultado positivo para a equipa madeirense.

Numa tarde fria e cinzenta no alto da Choupana, os primeiros minutos davam a mostrar um jogo equilibrado no meio-campo, mas com maior pendor ofensivo para a equipa da casa. Ainda assim, a primeira jogada de perigo surgiu logo aos 2 minutos, com Jaume Grau a atirar para defesa do aniversariante Lucas França.

Os alvinegros reagiram e foram somando aproximações à baliza de Ochoa, impulsionados sobretudo pela velocidade de Dudu, na ala direita. Numa dessas jogadas de transição rápida, o extremo brasileiro atirou à barra, aos 13 minutos, abrindo o apetite para o que se seguiria.

Foi já com 20 minutos no cronómetro que o Nacional chegou à vantagem, com Bruno Costa a converter um penálti a castigar falta sobre Daniel Penha. Golo que a formação insular já começava a justificar, tendo 
Aos 34 minutos, a equipa de Tiago Margarido aumentou a vantagem, após um cruzamento de Luís Esteves. Com a bola a pingar para a pequena área, um gesto subtil de Dudu bastou para fazer passar a bola pelo veterano Ochoa.

A vencer por 2-0, o Nacional pareceu adormecer no controlo do jogo à medida que se aproximava o intervalo. Isaac Tomich viu passar-lhe à frente um par de ocasiões que podiam ter resultado no terceiro, mas acabou por ser o AVS a reduzir. Nos descontos, Rodrigo Ribeiro saltou mais alto e sem oposição, perante a passividade dos defesas, para fazer o 2-1.

Um golo que pareceu ter o condão de fazer acordar… o Nacional. Logo a seguir, Dudu fez uso da sua arrancada para colocar a bola em Bruno Costa, solto de marcação na grande área, mas o remate do médio encontrou o ferro. Soumaré tentou a recarga, mas o esférico foi desviado para canto e o golo adiado mais uns segundos. Isto porque, na sequência do canto, os alvinegros chegaram finalmente ao terceiro, depois de José Gomes rematar a boal solta e encontrar Soumaré a desviar na pequena área.

O Nacional, que parecia ter adormecido nos últimos minutos, procurou voltar à vantagem de dois golos, mas o remate de Bruno Costa encontrou o ferro e na recarga Soumaré atirou para canto. Na conversão, José Gomes aproveitou a bola solta para rematar e encontrar o mesmo Soumaré, que desviou na pequena área.

No segundo tempo, reentrou algo melhor o AVS, que tentava reentrar no jogo, ao passo que aos insulares bastava controlar o andamento do encontro. Ainda assim, a equipa madeirense revelava mais dificuldades, quer para controlar a bola, como para sair em transições.

Depois de uma primeira parte bastante interessante, a qualidade de jogo caiu muito no segundo tempo, dando lugar a um futebol mais físico e arrastado. Foi assim durante largos períodos, mas nem por isso houve falta de emoção nos instantes finais na Choupana.

Num lance que parecia inofensivo, o árbitro considerou haver motivos para penálti a favorecer o AVS, depois de alertado pelo VAR. Na conversão, Lucas França negou o golo a Nenê, mas o penálti foi mandado repetir, tendo Hélder Carvalho considerado que o guardião alvinegro saiu da linha da baliza. Só que, repetido o lance, Nenê atirou contra o poste e a bola saiu pela linha de fundo, um desfecho que pareceu retirar toda a confiança que os comandados de Daniel Ramos ainda traziam para os últimos minutos.

O centrocampista alvinegro mostrou que está a passar por um bom momento de forma. Marcou de penálti e até podia ter ampliado, num par de ocasiões, tendo acertado no poste numa delas. Por vezes mais descaído sobre uma das alas, foi mesmo assim, a par de Luís Esteves, um dos grandes impulsionadores do jogo ofensivo do Nacional.

Logo depois de ter sofrido o tento que reduzia a vantagem para 2-1, o Nacional conseguiu retomar a vantagem de dois golos, por intermédio de Soumaré. Um golo importantíssimo, já que garantiu que a equipa insular ia para o intervalo com o élan de um golo a fechar e com uma boa vantagem para um segundo tempo que se adivinhava mais difícil.

O futebol jogado na primeira parte, sobretudo pelo Nacional, deu espetáculo e tornou mais interessante o jogo. Os quatro golos e um futebol solto deram colorido especial à partida.

Fonte: Mais Futebol

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