Resumo
O responsável da ONU pelos direitos humanos pediu aos EUA uma revisão da política migratória devido ao Mundial 2026 de futebol, após a recusa de entrada nos EUA ao árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. A FIFA confirmou que o árbitro não poderá participar no torneio. O governo da Somália considerou a proibição lamentável e está a trabalhar diplomaticamente para obter uma explicação dos EUA e da FIFA. A ONU apela a uma reavaliação das políticas migratórias em prol dos direitos humanos e da dignidade humana, especialmente nos EUA.
«Espero sinceramente que haja uma reavaliação completa da forma como a implementação das políticas migratórias afeta os direitos humanos e a dignidade humana e que, particularmente no contexto do Mundial, repensemos as políticas que, infelizmente, parecem prevalecer atualmente, especialmente nos Estados Unidos», afirmou Volker Türk em conferência de imprensa em Genebra, citado pela AFP.
Na segunda-feira, o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan viu ser-lhe negada autorização para entrar nos Estados Unidos, um dos três países que vai receber o Mundial 2026, juntamente com o Canadá e o México, com a FIFA a confirmar que o árbitro não poderá treinar ou apitar jogos do torneio, referindo que «não interfere nos procedimentos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos».
O governo da Somália considerou lamentável a proibição de entrada nos Estados Unidos imposta a Omar Abdulkadir Artan, que deveria ser o primeiro somali a arbitrar jogos num Mundial de futebol.
Em comunicado, o ministério de Juventude e Desporto da Somália referiu que está a trabalhar em articulação com o ministério dos Negócios Estrangeiros para «através da via diplomática» falar com «as autoridades competentes dos Estados Unidos e da FIFA para obter uma explicação clara sobre o assunto».
Fonte: TVI






