Segundo Óscar Monteiro, os cargos políticos têm uma duração limitada, enquanto o Estado necessita de quadros que permaneçam nas instituições e assegurem a continuidade da administração pública. Por isso, considera que a função de secretário permanente, que já existe na estrutura do Estado, deve ser dignificada e valorizada como uma possível etapa de consolidação da carreira dos funcionários públicos.
O antigo governante defende, igualmente, a criação de um secretário-geral do Governo, formal ou informal, com uma função mais ampla e interventiva na coordenação da actividade governativa.
Na sua perspectiva, o Conselho de Ministros deve continuar a consolidar a sua estrutura permanente, mas o próprio Governo também precisa de uma estrutura administrativa própria, capaz de assegurar a continuidade das instituições para além dos ciclos políticos. Para Óscar Monteiro, esta organização contribuiria para uma maior estabilidade e eficiência do Estado.
Fonte: O País



