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Está a ser, parece, um parto difícil, este do iPhone Ultra. Segundo os rumores mais recentes, o dobrável da Apple aparecerá, numa primeira fase, nos EUA. O resto do mundo... fica a ver.
A Apple está prestes a mostrar ao mundo o seu primeiro iPhone dobrável, mas há uma novidade que pode desiludir quem já contava usar o aparelho já em setembro: o lançamento pode não ser global.
Segundo um relatório "exclusivo" do site australiano ChannelNews, operadoras locais e um grande retalhista confirmaram que o chamado "iPhone Ultra" vai ficar de fora do lote inicial de vendas quando os iPhone 18 Pro chegarem às lojas em setembro, apesar de ser apresentado ao mesmo tempo que os restantes modelos no palco da Apple.
De acordo com as fontes citadas, a Apple vai reservar o arranque das vendas do dobrável exclusivamente para o mercado norte-americano. Só depois, ao longo de dois a três meses, é que o dispositivo deverá chegar a outros mercados-chave, incluindo a China.
Por trás desta estratégia estarão problemas de produção e "questões de preço", além de alegados problemas de testes em unidades já fabricadas. Ou seja, a Apple pode ainda estar a resolver detalhes de última hora mesmo depois de o produto estar praticamente pronto para ser mostrado ao público.
Esta informação vem reforçar o que já tinha sido avançado pelo analista Ming-Chi Kuo, que garantira que o dobrável seria revelado junto com os iPhone 18 Pro e Pro Max, mas que as pré-reservas só arrancariam mais tarde. O que não se sabia até agora é que essa demora poderia também significar um lançamento por fases, país a país.
Não seria a primeira vez que a Apple opta por esta abordagem. Quando os Vision Pro , também ficaram limitados aos Estados Unidos nos primeiros meses.
Só em junho é que chegou à China, Hong Kong, Japão e Singapura, e apenas em julho a Austrália, Canadá, França, Alemanha e Reino Unido puderam finalmente comprar o headset. Não, ainda não chegou e possivelmente não chegará a Portugal.
Na altura, as razões prenderam-se com baixa produção, falta de preparação das lojas físicas e o facto de se tratar de uma categoria totalmente nova para a marca. Motivos que, atualmente, se aplicam também ao primeiro dobrável da Apple.
Múltiplos relatórios já tinham apontado dificuldades de fabrico ligadas à complexidade do aparelho, com a dobradiça e a durabilidade do ecrã a serem os principais entraves.
Esses problemas pareciam resolvidos após produção experimental na Foxconn, altura em que a Apple terá aumentado a encomenda para cerca de 10 milhões de unidades, face às 7 a 8 milhões previstas inicialmente para este ano.
Ainda assim, 10 milhões de unidades representam apenas um terço das 20 a 22 milhões de iPhone 18 Pro que a Apple deverá vender este ano, segundo as estimativas de Kuo. E o analista continua a apontar para apenas 7 a 8 milhões de dobráveis vendidos em 2026.
Com números tão limitados, seria natural que a Apple não conseguisse abastecer simultaneamente mais de 40 países no dia de lançamento.
Importa referir que, para já, este cenário de lançamento faseado é apenas uma informação avançada pelas fontes do , sem confirmação oficial da Apple. De qualquer forma, a resposta definitiva não deve tardar: a apresentação do iPhone Ultra está prevista para dali a poucas semanas, muito provavelmente a 8 ou 9 de setembro.
Quanto às especificações, as expectativas apontam para um ecrã interior entre 7,7 e 7,8 polegadas, um ecrã exterior de 5,5 polegadas, uma espessura de cerca de 4,5 mm e um preço de arranque acima dos 2.000 dólares (em euros, deverá rondar também valores acima dos 2 mil euros).
Resta agora saber se quem estiver fora dos EUA vai ter mesmo de esperar meses para pôr as mãos no primeiro dobrável da Apple.
Fonte: Pplware




