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Pixel 11 pode ter uma fatura pesada, e não é tempo para isso.

Se andas atento aos meus artigos sobre mobilidade e a evolução dos componentes, sabes perfeitamente que andamos há meses a discutir como o mercado de hardware está a ficar sufocante para o bolso do utilizador.

Uma situação que se tem vindo a traduzir em vários aumentos ao longo do ano passado e também deste ano. Aliás, é esperado que as coisas continuem a aumentar, à medida que a procura por memória aumenta, e as novas linhas de produção continuam em desenvolvimento.

As memórias RAM e o armazenamento triplicaram de preço nos bastidores e as marcas não vão absorver o prejuízo sozinhas. A Google tem dinheiro, tem mesmo muito dinheiro. Mas apesar de ser uma altura crítica para que os aparelhos Pixel ganhem poder no mercado, é a próxima a mexer no tabuleiro dos preços. De facto, as últimas fugas de informação detalhadas pela Dealabs revelam o cenário para a futura linha Pixel 11: os preços vão subir de forma generalizada na Europa e a versão de entrada de 128GB vai finalmente desaparecer das prateleiras.

A Google decidiu cortar o mal pela raiz e arrancar toda a gama Pixel 11 diretamente nos 256GB de capacidade.

Assim, para quem precisa de espaço bruto, o patamar seguinte fixa-se nos 512GB, com as versões Pro e Pro XL a esticarem-se até ao teto de 1TB. Mas claro, com esta mudança de patamar, as etiquetas sofrem uma subida que ronda os 100€ em quase todas as configurações face à geração anterior.

Os valores avançados para a Europa deixam claro o novo posicionamento premium:

O Pixel 11 base de 256GB vai começar nos 999€, enquanto o Pixel 11 Pro sobe para os 1199€. Entretanto, se a tua escolha recair no modelo Pro XL, o investimento inicial fixa-se nos 1399€, deixando o dobrável Pixel 11 Pro Fold isolado num patamar proibitivo de 1999€ para a versão de entrada.

Aqui temos ainda de salientar que os preços costumam ser um bocadinho mais altos em Portugal. Por isso, não é certo que os valores mencionados em cima sejam os mesmos por cá.

Este encarecimento do hardware não surge por acaso. A Google é uma das principais marcas a alimentar a atual febre da Inteligência Artificial, e correr estes modelos de linguagem locais exige uma quantidade massiva de memória RAM de alto desempenho. Como os chips estão caro, o consumidor final acaba por pagar as favas desta corrida tecnológica.

A nível de calendário, a marca norte-americana vai manter a estratégia de antecipar os lançamentos de outono. O evento oficial da Google está planeado para acontecer por volta do dia 11 de agosto, com a chegada efetiva das primeiras unidades às lojas a estar agendada para o dia 20 de agosto. O Pixel 11 base estará disponível nas cores Light Sterling, Midnight Haze, Fuchsia e Moss, enquanto a linha Pro aposta nos tons Light Fog, Midnight Haze, Dune (um tom rosa) e Pine.

Tu por aí, achas que o fim da versão de 128GB justifica este salto dos preços para a barreira dos 1000€ no modelo base? Ou a Google está a esticar demasiado a corda face ao que a concorrência oferece no mercado?

 

Fonte: Zero Zero

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