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PRM apreende 1200 litros de combustível em operação contra venda ilegal na cidade de Tete

Resumo

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu 1200 litros de combustível numa operação contra a venda ilegal de gasolina e gasóleo em Tete. A ação visou combater a comercialização informal de combustíveis, que tem aumentado devido à procura elevada e à escassez de abastecimento. Foram identificados pontos de venda clandestina e apreendidas quantidades significativas de combustível armazenado de forma perigosa. A PRM alerta para os riscos da venda ilegal, que incluem preços elevados e falta de segurança, e promete tolerância zero, podendo resultar em detenções futuras. A origem do combustível apreendido está sob investigação, podendo ter sido adquirido em postos autorizados ou contrabandeado. Apesar da ação policial, as filas nos postos de combustível em Tete continuam, refletindo a incerteza sobre o fornecimento. As autoridades comprometem-se a monitorizar o mercado e a evitar práticas que prejudiquem o abastecimento e a segurança pública.

A Polícia da República de Moçambique (PRM) apreendeu cerca de 1200 litros de combustível durante uma operação de combate à venda ilegal de gasolina e gasóleo realizada na manhã de sábado, na cidade de Tete. 

A acção foi conduzida em coordenação com a Polícia Municipal e surge numa altura em que a procura por combustíveis continua elevada, provocando longas filas nos postos de abastecimento da cidade.

A operação ocorreu cerca de 48 horas depois de denúncias públicas sobre o aumento da comercialização informal de combustíveis em diversos bairros da urbe, prática que se intensificou no meio das dificuldades de abastecimento verificadas nos últimos dias.

Segundo o porta-voz da PRM em Tete, Feliciano da Câmara, a acção permitiu identificar vários pontos de venda clandestina e apreender quantidades significativas de gasolina e gasóleo armazenadas em condições consideradas inadequadas e perigosas.

“Foi possível identificar alguns locais onde se efectuava a venda ilícita deste combustível e apreender cerca de 1200 litros entre gasolina e diesel. O produto era comercializado ilegalmente e em condições que não oferecem qualquer critério de segurança, criando um ambiente propício para a ocorrência de incidentes que poderiam causar danos à população”, explicou.

De acordo com a polícia, a operação foi antecedida por acções de sensibilização junto das comunidades, com o objectivo de desencorajar a proliferação deste tipo de actividade.

As autoridades apontam que, além dos riscos associados ao armazenamento inadequado dos combustíveis, a venda clandestina tem contribuído para a prática de preços especulativos, penalizando os consumidores.

“É um combustível comercializado em condições que não oferecem segurança e, muitas vezes, a preços superiores aos oficialmente estabelecidos”, acrescentou o porta-voz.

A PRM afirmou que manterá uma postura de tolerância zero em relação à comercialização ilegal de combustíveis, alertando que novas operações poderão resultar em detenções caso a prática persista.

“Hoje fizemos apreensões, mas não houve detenções. Contudo, se continuarem a existir situações desta natureza, poderemos desencadear acções mais enérgicas que culminem com a responsabilização criminal dos envolvidos”, advertiu Feliciano da Câmara.

Relativamente à origem do combustível apreendido, a polícia admite a possibilidade de o produto ter sido adquirido em postos de abastecimento autorizados para posterior revenda ilegal, sem excluir a hipótese de contrabando.

“Acreditamos que parte deste combustível tenha sido adquirido em pontos oficiais de venda, mas também pode haver casos de contrabando, situação que continua sob investigação”, afirmou.

Apesar da intervenção policial, a situação do abastecimento na cidade de Tete continua a preocupar os consumidores. Ao longo dos últimos dias, têm sido registadas extensas filas nos postos de combustível, reflectindo a elevada procura e a incerteza quanto à regularidade do fornecimento.

As autoridades garantem que continuarão a monitorizar o mercado e a combater práticas que possam agravar a escassez ou colocar em risco a segurança pública.

Fonte: O País

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