InícioEconomiaSector privado defende que país deve abandonar modelo de exportação de matéria-prima

Sector privado defende que país deve abandonar modelo de exportação de matéria-prima

Resumo

O setor privado moçambicano, representado pela CTA, apela à aceleração da industrialização do país e à transformação de matérias-primas localmente para exportação de produtos com maior valor acrescentado. O presidente da CTA, Álvaro Massingue, destaca a importância das feiras económicas na dinamização da economia, na criação de oportunidades de negócio e parcerias. Massingue realça o potencial do porto de águas profundas de Nacala e do corredor logístico associado, defendendo que Moçambique deve aproveitar a sua localização estratégica para se afirmar como plataforma regional de comércio e indústria. A CTA compromete-se a colaborar com o Governo e parceiros para promover um ambiente favorável ao investimento, industrialização e criação de emprego.

Nampula, 23 Jun. (AIM) – O sector privado moçambicano defende que o país precisa de acelerar a industrialização e abandonar o modelo de exportação de matérias-primas em bruto, sob pena de continuar a perder oportunidades de crescimento e criação de riqueza.

Para a CTA, o maior desafio do país deixou de ser apenas produzir. O imperativo é transformar localmente as matérias-primas e exportar produtos com maior valor acrescentado.

O alerta foi lançado, segunda-feira, 22, pelo presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue, para quem as feiras económicas constituem instrumentos concretos de dinamização da economia, capazes de aproximar produtores, investidores e consumidores, criando novas oportunidades de negócios e parcerias.

“Precisamos deixar de exportar matérias-primas em bruto para construir uma economia baseada no valor acrescentado. Precisamos criar uma cadeia integrada de industrialização que tenha início na produção, passe pelo processamento, embalagem, rotulagem, certificação, armazenamento, conservação e refrigeração e que culmine na exportação de produtos acabados para os mercados internacionais”, sublinhou.

Segundo Massingue, a FENA afirma-se cada vez mais como uma plataforma estratégica para a promoção empresarial, captação de investimentos e exposição das potencialidades económicas da província de Nampula e do país.

“A CTA associa-se a esta iniciativa por reconhecer que as feiras económicas são instrumentos concretos de dinamização da economia, permitindo aproximar produtores, investidores, instituições financeiras, fornecedores de tecnologia, compradores e consumidores, criando condições para o surgimento de novos negócios, novas parcerias e investimento”, afirmou.

Entretanto, o dirigente reconheceu que o encontro decorre num contexto económico particularmente desafiante, marcado por restrições no acesso ao financiamento, elevados custos de produção, com destaque para os combustíveis, limitações logísticas e crescente concorrência nos mercados internacionais.

Olhando para o potencial do país, Massingue destacou a importância do porto de águas profundas de Nacala e do respectivo corredor logístico, defendendo que Moçambique deve aproveitar a sua localização privilegiada para se afirmar como uma plataforma regional de comércio e indústria.

Segundo explicou, a expansão de infra-estruturas, parques industriais, plataformas de armazenamento e sistemas de transporte multimodal poderá transformar o Corredor de Nacala num dos principais motores do crescimento económico nacional.

“O Corredor de Nacala não deve ser visto apenas como uma infra-estrutura de transporte. Deve ser encarado como uma plataforma integrada de desenvolvimento económico e industrial, uma verdadeira porta de entrada e saída para a África Austral, ligando os mercados do interior da região ao Oceano Índico e aos mercados asiáticos”, frisou.

Massingue assegurou ainda que a CTA continuará a trabalhar em estreita colaboração com o Governo e os parceiros de desenvolvimento para promover um ambiente de negócios mais favorável ao investimento, à industrialização, à competitividade e à criação de emprego.

(AIM)
Redacção

 

Fonte: aimnews

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