Resumo
A Huawei está a desenvolver o HarmonyOS para funcionar em dispositivos com apenas 64KB de RAM, uma proeza técnica impressionante, mesmo que pouco útil para os consumidores. Devido ao bloqueio dos EUA, a Huawei concentra-se no mercado chinês, lançando o HarmonyOS como resposta, capaz de operar com apenas 128KB de RAM, sendo ideal para dispositivos específicos como sensores industriais ou eletrodomésticos inteligentes. Além disso, a Huawei introduziu a arquitetura de chips LogicFolding, que permite contornar restrições de acesso a tecnologia avançada, aumentando a densidade de transístores e a eficiência dos chips. Esta abordagem demonstra a capacidade da Huawei em fazer mais com menos, destacando-se no mercado tecnológico.
Pois bem, o bloqueio norte-americano empurrou a Huawei para um canto muito complicado e, sem poder utilizar os serviços da Google nos seus smartphones, a marca que chegou a ameaçar a liderança mundial viu-se praticamente obrigada a focar-se no mercado doméstico chinês. Mas quem achava que a gigante de Shenzhen ia atirar a toalha ao chão enganou-se redondamente.
A resposta veio na forma do HarmonyOS, um sistema operativo baseado em microkernel concebido para correr em quase tudo o que é chip. Aliás, durante a conferência de programadores HDC 2026, a marca deixou a indústria de boca aberta ao anunciar que o novo HarmonyOS 7 pode ser otimizado para funcionar com uns míseros 64KB de RAM.
Para se ter uma noção do absurdo, o velhinho Windows 95 exigia, no mínimo, 4MB.

Portanto, se o Android e o Windows se tornaram verdadeiros sorvedores de memória e recursos, exigindo hardware cada vez mais potente para as tarefas mais básicas, a Huawei está a caminhar na direção oposta.
Atualmente, a versão base do HarmonyOS já consegue operar com apenas 128KB de memória RAM. Ao cortar essa exigência para metade, o sistema transforma-se no motor perfeito para sensores industriais, eletrodomésticos inteligentes, contadores de água ou dispositivos médicos que tenham apenas de cumprir uma tarefa muito específica.
Sim, aqui não estamos a falar de smartphones ou outros produtos. Ainda assim, ver um sistema operativo tão eficiente, é a prova de que a Huawei sabe mesmo o que anda a fazer no mercado.
A par desta revolução ao nível do software, a Huawei apresentou também um trunfo mecânico essencial para garantir a sua independência tecnológica. Estamos a falar da arquitetura de chips LogicFolding.
Ou seja, como os bloqueios internacionais impedem a empresa de aceder às avançadas máquinas de litografia EUV da ASML, a resposta chinesa foi contornar a limitação através do design tridimensional.
Assim, em vez de tentar encolher os transístores numa superfície plana impossível de fabricar na China. O LogicFolding “dobra” os circuitos e empilha-os verticalmente em duas camadas. Esta abordagem encurta as distâncias elétricas internas. Além disso, reduz a latência e aumenta massivamente a densidade de transístores! Permitindo que a Huawei fabrique chips com recurso a maquinaria DUV mais antiga e acessível.
Ou seja, a história no meio disto tudo é que a Huawei é capaz de fazer mais com menos. É… Quase inacreditávle.
Fonte: Zero Zero
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