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Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento realça ação coletiva

Resumo

As Nações Unidas assinalam o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo, destacando a importância de proteger as comunidades e enfrentar as causas profundas do extremismo. O secretário-geral, António Guterres, reafirmou o compromisso comum de prevenir o extremismo violento, alertando para a exposição crescente de jovens, incluindo crianças, a processos de radicalização online. Salientou que medidas de segurança não são suficientes e defendeu respostas que abordem diretamente as causas do extremismo, como reforçar os sistemas educativos e promover o diálogo entre comunidades. Guterres sublinhou a importância da cooperação de todos os intervenientes, incluindo o setor tecnológico, para criar mecanismos de proteção contra a disseminação do extremismo. O apelo final foi para a construção de comunidades resilientes e inclusivas, onde o extremismo violento não tenha lugar.

As Nações Unidas assinalam, esta quinta-feira, o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo.

A mensagem para marcar a data sublinha a determinação coletiva em proteger as comunidades e enfrentar as causas profundas do extremismo violento.

Compromisso comum de prevenção

A data foi instituída pela Assembleia Geral com o objetivo de aumentar a consciência em relação à questão e reforçar a cooperação internacional neste domínio.

Na sua mensagem, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, reafirmou o compromisso comum de prevenir o extremismo violento e de proteger as populações da ameaça do terrorismo.

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© Unsplash

Jovens, incluindo crianças, estão cada vez mais expostos a processos de radicalização através das redes sociais

O líder da ONU alerta para a forma como grupos terroristas exploram contextos de instabilidade, fragilidade socioeconômica e tecnologias sem controlo adequado para intimidar os mais vulneráveis.

Guterres destacou que jovens, incluindo crianças, estão cada vez mais expostos a processos de radicalização através das redes sociais e de ambientes digitais não regulados, como plataformas de jogos.

Abordagem preventiva e causas estruturais

Guterres lembrou que em 2026, a Estratégia Global das Nações Unidas contra o Terrorismo assinala o 20º ano e o Plano de Ação da ONU para Prevenir o Extremismo Violento uma década.

Ambos os recursos demonstram que medidas de segurança, por si só, não são suficientes para enfrentar este fenómeno.

De acordo com a mensagem, a prevenção eficaz exige respostas que abordem diretamente as causas do extremismo violento, incluindo queixas reais ou percecionadas e condições que favorecem o terrorismo.

O secretário-geral defendeu o reforço dos sistemas educativos, a ampliação do espaço cívico e a promoção do diálogo e da confiança dentro e entre comunidades como elementos essenciais dessa abordagem preventiva.

Papel dos diferentes atores e do setor tecnológico

Guterres sublinhou igualmente a importância de uma ação conjunta envolvendo todos os intervenientes relevantes para a criação de mecanismos de proteção que possam impedir a disseminação do extremismo violento, incluindo o setor privado e as empresas tecnológicas,

Essa cooperação é apresentada como um elemento central para responder aos desafios colocados pela utilização de novas tecnologias por grupos extremistas.

O secretário-geral enfatizou que todos os esforços de prevenção devem estar ancorados no respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de direito, garantindo que todas as pessoas possam participar na definição do futuro das suas sociedades.

Construção de comunidades resilientes

Guterres concluiu a mensagem com um apelo pela construção de comunidades resilientes e inclusivas, onde o extremismo violento não encontre espaço e a paz possa prevalecer.

A resolução 77/243, que institui o Dia Internacional para a Prevenção do Extremismo Violento enquanto Conducente ao Terrorismo defende que a celebração quer reforçar a consciência global sobre as ameaças associadas ao extremismo violento e promover a cooperação entre Estados-membros.

A parceria que envolve entidades internacionais, sociedade civil, academia, líderes religiosos e meios de comunicação social reafirma que o terrorismo não deve ser associado a qualquer religião, nacionalidade ou grupo específico.

Fonte: ONU

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