Depois de regressar aos Campeonatos do Mundo em 2022, um dos anfitriões compete pela terceira vez em Mundiais, os canadianos beneficiam agora de uma geração talentosa que elevou significativamente o nível competitivo da seleção. O grande símbolo da equipa continua a ser Alphonso Davies, um dos laterais mais explosivos do futebol mundial, capaz de desequilibrar tanto defensivamente como ofensivamente. No ataque, Jonathan David mantém-se como a principal referência goleadora, a par do experiente Cyle Larin, com o imponente Promise David à espreita para fazer estragos na frente de ataque, este trio com remate fácil e colocado. Enquanto Stephen Eustáquio assume um papel fundamental na organização do meio-campo, dividindo tarefas no eixo central com Ismael Koné. Sob o comando de Jesse Marsch, desde 2024, em 4-4-2 construíram sólidas movimentações com e sem bola, com mentalidade adequada nos jogos particulares, numa aposta numa abordagem agressiva, intensa e vertical, procurando explorar a velocidade dos seus jogadores, possuindo argumentos para ambicionarem passar pela primeira vez a fase de grupos.
Presença habitual nas grandes competições internacionais, a Suíça chega ao Mundial de 2026 com a reputação de uma das seleções mais consistentes da Europa, reflexo dessa regularidade a presença nos Oitavos de Final em cinco das últimas seis presenças nesta competição. Têm demonstrado uma notável capacidade para competir com adversários teoricamente superiores e a campanha de qualificação voltou a evidenciar a solidez coletiva que caracteriza a equipa helvética, vencendo de forma invencível o grupo com Eslovénia, Kosovo e Suécia. O médio Granit Xhaka continua a ser o líder natural, oferecendo experiência, qualidade de passe e capacidade de comando no meio-campo, em parceria com Remo Freuler e o possante e intenso Johan Manzambi. Na defesa, Manuel Akanji é a principal referência, enquanto jogadores como Dan Ndoye e Zeki Amdouni conferem largura e capacidade de atacar as linhas defensivas adversárias. Sob a liderança de Murat Yakin, desde Julho 2021, a partir do 3-4-3 privilegiam a organização tática em todos os momentos de jogo, a disciplina defensiva, apresentando-se confortáveis sem bola. A falta de um goleador de elite pode ser uma limitação em jogos equilibrados, assim como alguma incerteza tática, mas a profundidade e variabilidade do plantel e a experiência acumulada podem colmatar essas lacunas.
Depois de conquistar a Taça Asiática em 2019 e de participar como anfitrião no Mundial de 2022, os qataris chegam a 2026 com uma geração mais madura e habituada a competir em contextos exigentes. A seleção continua a apostar num núcleo de jogadores formados através dos programas de desenvolvimento da federação, que transformaram o futebol do país. Akram Afif permanece como a principal figura da equipa, destacando-se pela criatividade, capacidade técnica e influência ofensiva. Ao seu lado, Almoez Ali, o melhor marcador da história do país, continua a ser uma ameaça constante na área adversária. Destacando ainda Pedro Miguel (Ró Ró) com sua eficácia e solidez na lateral direita e a leitura de jogo e margem de progressão de Mohamed Al-Mannai, podendo ocupar várias posições do setor intermédio. O treinador espanhol Julen Lopetegui, conferiu maior rigor tático e experiência internacional, procurando a partir do 4-3-3 em posse e 4-1-4-1 defensivo, mas para tornar a equipa mais competitiva perante adversários de maior qualidade, terão de ser muito mais eficazes na transição defensiva e conceder menos espaços entre linhas, evitando evidentes erros posicionais e consequentes coberturas.
Depois de vários anos marcados por alguma instabilidade, os bósnios conseguiram construir uma equipa competitiva e equilibrada para assegurar a presença em 2026, uma dúzia de anos após a única presença. Embora a geração que brilhou em 2014 esteja a chegar ao fim, a seleção continua a contar com jogadores experientes e influentes: Edin Džeko, a maior figura e melhor marcador da história do futebol bósnio, permanece como símbolo da equipa, oferecendo liderança e capacidade de finalização e presença na aréa adversária, a par da mobilidade de Ermedin Demirovic. No meio campo, as coberturas de Benjamin Tahirović e a projeção ao longo de toda a lateral direita Amar Dedić conferindo largura, representam a renovação de um grupo que procura combinar juventude e experiência. Sob a orientação de Sergej Barbarez, antigo internacional bósnio, desde 2024, num 4-4-2 alternando entre o losango e em linha, a equipa aposta numa abordagem pragmática, valorizando a organização agressiva defensiva e jogo direto dada dupla de avançados e consequentes segundas bolas, como se verificou na eliminação da favorita Itália no playoff de apuramento. A irregularidade exibicional continua a ser um desafio, aliada à dificuldade de assumir o jogo através dos seus médios.
Fonte: TVI
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