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Chapo desafia África a abandonar modelo económico assente na exportação de matérias-primas

Resumo

Por: Nelucia Manhiça da AIM em Dar es Salaam Dar es Salaam (Tanzânia), 03 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, instou hoje os países africanos a abandonarem os modelos económicos assentes na exportação de matérias-primas sem transformação local, defendendo que a independência económica do continente passa pela industrialização, inovação e criação de valor acrescentado “O continente já não pode limitar-se a exportar matérias-primas e importar produtos acabados das próprias matérias-primas que saem de África”, declarou, durante a abertura da 50 ª Feira Internacional de Dar es Salaam (Saba Saba), na Tanzânia Na qualidade de convidado de honra da cerimónia, Chapo defendeu que chegou o momento de África transformar a liberdade política conquistada pelas gerações dos movimentos de libertação na verdadeira independência económica “Se os nossos fundadores conquistaram a liberdade política, cabe-nos a nós conquistar a liberdade económica”, afirmou o Chefe do Estado Sublinhou que a actual geração tem a responsabilidade de inaugurar uma nova etapa do desenvolvimento africano Segundo o estadista moçambicano, o continente deve romper definitivamente com um modelo económico baseado na exportação de recursos naturais em bruto, apostando na transformação local das suas matérias-primas, de modo a gerar emprego, riqueza e maior competitividade Para alcançar esse objectivo, defendeu investimentos consistentes na industrialização, na ciência, na inovação tecnológica, na economia digital, na inteligência artificial e na qualificação dos recursos humanos, com especial enfoque na juventude e nas mulheres Chapo considerou igualmente que a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) representa uma oportunidade histórica para fortalecer a competitividade das economias africanas e consolidar a integração regional Todavia, advertiu que esse processo não será alcançado apenas com a assinatura de acordos “Esta integração não se fará apenas através de acordos”, afirmou, defendendo a construção de estradas, caminhos-de-ferro, portos, aeroportos, infra-estruturas energéticas e sistemas digitais que facilitem a circulação de pessoas, bens, serviços e capitais em todo o continente Na sua intervenção, sustentou que a prosperidade africana dependerá da capacidade dos países criarem cadeias regionais de valor e converterem o vasto potencial económico do continente em benefícios concretos para as populações “O século XXI será determinado pela capacidade de África transformar o seu enorme potencial em riqueza para os seus povos”, declarou O Presidente da República defendeu ainda uma visão mais integrada de África, considerando que as fronteiras políticas não devem constituir entraves ao desenvolvimento económico e ao aprofundamento das relações comerciais “Temos que ver o nosso mercado africano como um mercado integrado, porque no fundo somos todos irmãos”, afirmou Segundo Chapo, a história comum, a cultura e os laços sociais que unem numerosos povos africanos constituem uma base sólida para o reforço da cooperação económica e da integração dos mercados do continente A concluir, apelou à renovação do compromisso dos Estados africanos com o desenvolvimento, para que as futuras gerações possam herdar uma África mais industrializada, inovadora, integrada e próspera (AIM) NM/pc Fonte: aimnews

Por: Nelucia Manhiça da AIM em Dar es Salaam

Dar es Salaam (Tanzânia), 03 Jul (AIM) – O Presidente da República, Daniel Chapo, instou hoje os países africanos a abandonarem os modelos económicos assentes na exportação de matérias-primas sem transformação local, defendendo que a independência económica do continente passa pela industrialização, inovação e criação de valor acrescentado.

“O continente já não pode limitar-se a exportar matérias-primas e importar produtos acabados das próprias matérias-primas que saem de África”, declarou, durante a abertura da 50.ª Feira Internacional de Dar es Salaam (Saba Saba), na Tanzânia.

Na qualidade de convidado de honra da cerimónia, Chapo defendeu que chegou o momento de África transformar a liberdade política conquistada pelas gerações dos movimentos de libertação na verdadeira independência económica.

“Se os nossos fundadores conquistaram a liberdade política, cabe-nos a nós conquistar a liberdade económica”, afirmou o Chefe do Estado.

Sublinhou que a actual geração tem a responsabilidade de inaugurar uma nova etapa do desenvolvimento africano.

Segundo o estadista moçambicano, o continente deve romper definitivamente com um modelo económico baseado na exportação de recursos naturais em bruto, apostando na transformação local das suas matérias-primas, de modo a gerar emprego, riqueza e maior competitividade.

Para alcançar esse objectivo, defendeu investimentos consistentes na industrialização, na ciência, na inovação tecnológica, na economia digital, na inteligência artificial e na qualificação dos recursos humanos, com especial enfoque na juventude e nas mulheres.

Chapo considerou igualmente que a Zona de Comércio Livre Continental Africana (ZCLCA) representa uma oportunidade histórica para fortalecer a competitividade das economias africanas e consolidar a integração regional. Todavia, advertiu que esse processo não será alcançado apenas com a assinatura de acordos.

“Esta integração não se fará apenas através de acordos”, afirmou, defendendo a construção de estradas, caminhos-de-ferro, portos, aeroportos, infra-estruturas energéticas e sistemas digitais que facilitem a circulação de pessoas, bens, serviços e capitais em todo o continente.

Na sua intervenção, sustentou que a prosperidade africana dependerá da capacidade dos países criarem cadeias regionais de valor e converterem o vasto potencial económico do continente em benefícios concretos para as populações.

“O século XXI será determinado pela capacidade de África transformar o seu enorme potencial em riqueza para os seus povos”, declarou.

O Presidente da República defendeu ainda uma visão mais integrada de África, considerando que as fronteiras políticas não devem constituir entraves ao desenvolvimento económico e ao aprofundamento das relações comerciais.

“Temos que ver o nosso mercado africano como um mercado integrado, porque no fundo somos todos irmãos”, afirmou.

Segundo Chapo, a história comum, a cultura e os laços sociais que unem numerosos povos africanos constituem uma base sólida para o reforço da cooperação económica e da integração dos mercados do continente.

A concluir, apelou à renovação do compromisso dos Estados africanos com o desenvolvimento, para que as futuras gerações possam herdar uma África mais industrializada, inovadora, integrada e próspera.

(AIM)
NM/pc

 

Fonte: aimnews

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