Nélson Semedo, defesa da Seleção, em declarações na zona mista aos jornalistas em Centennial Park, em Toronto, no último treino antes da ida de Portugal para Dallas. O jogador do Fenerbahçe afirmou que o jogo com a Espanha, a contar para os «oitavos», será uma final antecipada. Relembrou ainda que Lamine Yamal não é a única figura dos espanhóis e afirmou que não há favorito para o jogo.
«Acho que as críticas vão existir sempre. Independentemente de termos ganho ou não, vão sempre existir críticas. O importante é sermos autocríticos connosco próprios, sabermos o que temos de melhorar. É isso que temos feito e é isso que vamos continuar a fazer, porque só assim teremos margem para crescer como equipa. Tirámos muitas coisas boas do último jogo. Sabemos que o próximo será bastante complicado. Diria que é uma final antecipada, porque são duas equipas que poderiam perfeitamente estar na final. Acho que vai ser um grande jogo e espero que sorria a Portugal.»
«Acho que a Espanha é uma grande equipa. Obviamente que o Lamine é um grande jogador e tem um potencial enorme. Mas, se nos focarmos apenas no Lamine, vamos ter muitos problemas, porque eles têm jogadores que começam os jogos, jogadores que entram do banco e podem fazer a diferença. Temos de estar atentos a todos. Mas também temos de nos focar em nós. Respeitamos muito a Espanha, mas temos de pensar naquilo que nós temos de fazer. Temos as ideias muito claras quando entrarmos em campo e temos de dar tudo. Acho que só assim será possível eliminar uma equipa como a Espanha. Tenho muita confiança de que o conseguiremos fazer.»
«Acho que não há favoritismo neste jogo. São duas equipas muito boas, com muita qualidade, por isso acredito que será um jogo bastante equilibrado. No último jogo entre nós fomos a prolongamento e depois a penáltis e acabámos por ganhar. Foi muito bom e espero que desta vez o resultado volte a ser o mesmo.»
«Acho que sofrer faz parte. Temos de saber sofrer. Penso que só assim conseguiremos chegar à final. A Espanha é uma equipa com muita qualidade e, se me dissessem que para ganhar tínhamos de sofrer outra vez, assinava já por isso. Temos de saber sofrer quando for preciso e jogar quando tivermos de jogar. Acho que só assim conseguiremos ganhar.»
«Não, na verdade não. Na altura ele era muito novo. Nós tínhamos acabado de receber na equipa principal o Ansu Fati, que tinha 16 anos, e o Lamine ainda era muito jovem. Como disse, acho que todos, enquanto equipa, temos de tentar parar a Espanha. Sabemos que o Lamine é uma pérola para eles e que pode ser determinante, mas também já provámos que temos um plantel com qualidade suficiente para competir com eles. É isso que vamos procurar fazer.»
Fonte: TVI





