InícioRevistaTecnologiaResponda Intel ao domínio da AMD é… Imitar!

Responda Intel ao domínio da AMD é… Imitar!

Isto não aconteceu de um dia para o outro. Mas, ao longo de vários anos, a AMD foi capaz de ganhar o carinho dos entusiastas, e de facto, já há algum tempo que domina no lado da performance. Podemos até dizer que a AMD tem dado uma tareia monumental à Intel no campeonato do gaming.

Os chips Ryzen equipados com a tecnologia 3D V-Cache (como o aclamado 9800X3D ou o clássico 7800X3D) tornaram-se na escolha obrigatória de qualquer jogador que queira o máximo de frames por segundo, deixando a gigante azul a ver navios.

Mas a Intel não está morta e parece finalmente ter percebido qual é a arma secreta para dar a volta a esta situação. As últimas fugas de informação revelam que a marca está a preparar uma nova linha de processadores. Agora com uma quantidade massiva de cache para tentar recuperar a coroa.

O plano passa por introduzir a tecnologia “bLLC” (Big Last Level Cache) diretamente na gama média, atacando o mercado onde a maioria dos jogadores gasta o seu dinheiro.

intel e samsung vão criar uma aliança na produção de chips!

De acordo com o conhecido leaker Jaykihn, a Intel está a cozinhar dois novos processadores de 22 núcleos integrados na futura família Core Ultra 5 400S (conhecida pelo nome de código Nova Lake-S). O grande destaque técnico destas máquinas é a inclusão de uns impressionantes 108 MB de cache bLLC.

Dito tudo isto, para os menos entendidos no hardware, a cache funciona como uma memória ultra-rápida colada ao processador que mitiga os problemas de latência. E como tu bem sabes, no mundo dos videojogos, menos latência traduz-se diretamente em mais fluidez e estabilidade de frames.

A nível de arquitetura, a Intel decidiu apostar numa configuração híbrida bastante densa:

Cada chip vai trazer 6 núcleos de alto desempenho (“Coyote Cove”), 12 núcleos de eficiência (“Arctic Wolf”) e mais 4 núcleos de baixo consumo (LPE). A única grande diferença entre os dois modelos de gama média será a gestão de energia e o overclock: um deles será lançado sob a famosa insígnia “K”, desbloqueado e com um TDP de 125W para quem gosta de espremer o silício ao máximo, enquanto o segundo modelo operará bloqueado com uns mais contidos 65W de base.

Convém deitar um bocado de água na fervura e olhar para as letras miúdas destas novas plataformas.

Para correres estes monstros da arquitetura Nova Lake, vais precisar de uma motherboard totalmente nova com o socket LGA-1954 (a gama de chipsets Z9x0). E se a gama média parece equilibrada, os rumores sobre os modelos topo de gama desta geração são assustadores: fala-se de chips que podem chegar aos 52 núcleos e que, em carga máxima (modo PL2), conseguem sugar uns absurdos 474W de energia da tua fonte de alimentação.

Ainda assim, ver a Intel a deixar cair a arrogância de achar que apenas a velocidade de relógio pura chegava para ganhar jogos é uma excelente notícia para o mercado. Ao trazer uma quantidade brutal de cache para a gama Core Ultra 5, a marca azul vai finalmente lutar de igual para igual no terreno onde a AMD se sentia confortável e isolada. Quem ganha com esta guerra, como sempre, é o consumidor.

 

Fonte: Zero Zero

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