Por: Virgílio Timana
A FIFA autorizou o avançado norte-americano Folarin Balogun a alinhar no encontro dos oitavos-de-final do Mundial frente à Bélgica, agendado para terça-feira, no Lumen Field, em Seattle, apesar da expulsão registada no jogo anterior diante da Bósnia. A decisão, revelada no domingo, gerou forte polémica no panorama internacional do futebol e surgiu, segundo o The New York Times, após intervenção directa do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, junto de Gianni Infantino, líder da FIFA.
Balogun tinha sido expulso com cartão vermelho directo na vitória dos Estados Unidos por 2-0 sobre a Bósnia, após revisão do videoárbitro ter concluído que pisara um adversário. O Código Disciplinar da FIFA determina que uma expulsão directa implica uma suspensão automática de um jogo, sem possibilidade de recurso.
Tudo indicava, por isso, que o avançado ficaria de fora do decisivo duelo com a Bélgica. Contudo, a FIFA anunciou no domingo que a execução da suspensão ficaria suspensa por um período probatório de um ano, permitindo a utilização do jogador.
Em comunicado, o organismo explicou a decisão com base no artigo 27.º do seu Código Disciplinar, que admite a suspensão da execução de sanções durante um período experimental. Assim, Balogun apenas cumprirá o castigo caso volte a cometer infração semelhante no prazo de doze meses.
Apesar da fundamentação jurídica, a FIFA não apresentou uma justificação específica para a aplicação da medida neste caso, o que alimentou críticas e dúvidas sobre o processo decisório.
Segundo o The New York Times, Donald Trump contactou pessoalmente Gianni Infantino na quarta-feira para pedir a revisão da sanção, considerando-a excessiva. A informação foi igualmente confirmada por duas fontes à agência AFP.
Depois da decisão, Trump recorreu à rede social Truth Social para reagir: “Obrigado à FIFA por fazer o que estava certo e por reverter uma grande injustiça!”, escreveu.
Balogun, com três golos na competição, tem sido uma das principais figuras dos Estados Unidos nesta edição do Mundial, sendo peça central na campanha que levou a selecção anfitriã aos oitavos-de-final. A sua disponibilidade representa um reforço significativo para o encontro frente à Bélgica.
A decisão da FIFA continua, no entanto, a suscitar debate sobre a independência dos seus órgãos disciplinares e sobre a eventual influência política em decisões desportivas.






