Lionel Scaloni desvalorizou as acusações de alegado favorecimento à Argentina por parte das arbitragens, na conferência de imprensa de antevisão ao encontro com a Suíça, dos quartos de final do Mundial 2026. O selecionador argentino lembrou que esse tipo de críticas acompanha a seleção há várias décadas e assegurou que, com o VAR, é praticamente impossível beneficiar qualquer equipa.
«Desde 1986 que diziam que favoreciam a Argentina. Isto não vem de agora. Desde que tenho memória que se fala disso. Usamos essas críticas para mostrar aos jogadores que há muita gente que não quer que a Argentina ganhe. É normal, já vencemos o último Mundial. Isso acaba por servir de motivação, uma espécie de revolta, para que joguem ainda melhor», afirmou.
O treinador rejeitou qualquer tipo de proteção à campeã do Mundo e defendeu que a tecnologia veio reduzir ao mínimo a margem para interpretações.
«Com o VAR e todas estas ferramentas, é muito difícil que te ajudem. Antes do Mundial explicaram-nos exatamente quais seriam os critérios e têm sido cumpridos à risca. No lance do Lisandro Martínez, frente ao Egito, pisaram-lhe o pé. Muito ou pouco, é falta. Não houve mudança de posse de bola e o golo foi bem anulado. Não há outra leitura. Depois, nas redes sociais, tudo ganha outra dimensão e começam os debates, mas hoje é muito difícil favorecer alguém. Há muitos anos talvez fosse diferente, não sei, mas agora é muito complicado», acrescentou o técnico.
Scaloni falou ainda sobre o momento de Lionel Messi, que, aos 39 anos, continua a ser a principal figura da Argentina neste Campeonato do Mundo. O treinador recusou a ideia de que o capitão esteja a correr mais do que noutras fases da carreira, considerando que a diferença está na eficácia e na forma como continua a decidir jogos.
«O Leo corre praticamente o mesmo de sempre. O que acontece é que agora está muito mais decisivo. A equipa ajuda-o muito e ele também fez uma preparação física específica com o preparador, que deu resultados. Mas, em termos de números, não creio que tenha mudado assim tanto», disse.
O selecionador recordou ainda as recentes palavras de Thierry Henry sobre o antigo companheiro no Barcelona e garantiu que nada do que Messi continua a fazer o surpreende.
«Quando ele sente que pode criar perigo, transforma-se numa máquina. A mim não me surpreende. Enquanto ele quiser jogar, vai ser o melhor. Digo isto não por ser o treinador dele, mas porque o vemos todos os dias. Faz coisas nos treinos que me levam a imaginar como seria quando tinha 23 ou 24 anos, no Barcelona de Guardiola. Falámos muitas vezes disso na equipa técnica. Quem jogou com ele nessa altura conta-nos que era algo difícil de explicar. Claro que um dia vai acabar, porque ninguém joga para sempre, mas enquanto tiver vontade e fome de competir, continuará a ser o melhor jogador do mundo», concluiu.
De recordar, o Argentina-Suíça tem início marcado na madrugada desde domingo, pelas 02h e terá acompanhamento AO MINUTO, aqui no Maisfutebol.
Fonte: TVI





