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EUA dão luz verde ao satélite gigante que quer refletir luz solar para a Terra

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Refletir luz solar para a Terra depois do pôr do sol parece um conceito saído da ficção científica, mas é isso que a startup Reflect Orbital pretende fazer, e o seu satélite já recebeu autorização dos Estados Unidos da América (EUA) para avançar.

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (em inglês, FCC) aprovou a utilização dos sistemas de comunicações do satélite experimental Eärendil 1, da startup .

O projeto pretende demonstrar a viabilidade de refletir luz solar a partir da órbita para iluminar zonas específicas da Terra após o pôr do sol, uma ideia que continua a dividir especialistas e astrónomos.

Embora a decisão da FCC represente um passo importante para a empresa, a autorização concedida diz respeito ao funcionamento dos equipamentos de rádio do satélite.

A entidade esclareceu que a superfície refletora, um dos elementos mais polémicos do projeto, não está abrangida pelas suas competências regulatórias.

O Eärendil 1 deverá operar a cerca de 625 quilómetros de altitude, numa órbita quase polar. Depois de colocado em funcionamento, irá desdobrar um espelho de Mylar aluminizado com 18 por 18 metros, perfazendo uma área de 324 metros quadrados.

O objetivo é direcionar um feixe de luz solar para uma área com cerca de cinco quilómetros de diâmetro, demonstrando a capacidade de controlar e apontar o espelho com elevada precisão.

A Reflect Orbital acredita que esta tecnologia poderá, no futuro, fornecer "luz solar sob pedido" a centrais solares, permitindo prolongar a produção de energia para além do pôr do sol.

Entre as potenciais aplicações encontram-se ainda operações de emergência, construção, agricultura e eventos ao ar livre.

Para já, a aprovação da FCC não significa que a Reflect Orbital possa avançar para a constelação de milhares de satélites que já descreveu para o futuro.

Antes disso, será necessário demonstrar que o Eärendil 1 consegue ser lançado, desdobrar corretamente o espelho e controlar a reflexão da luz com segurança e precisão.

A empresa garante que os feixes de luz serão direcionados apenas para locais autorizados, que os espelhos poderão ser orientados para longe da Terra quando não estiverem em utilização e que pretende colaborar com a comunidade astronómica para minimizar os impactos.

Ainda assim, o sucesso da missão experimental será determinante para perceber se esta visão de "luz solar sob pedido" poderá algum dia tornar-se realidade.

O projeto entre astrónomos e investigadores. Especialistas ligados ao Observatório Europeu do Sul (em inglês, ESO) alertam que uma futura constelação de satélites com grandes superfícies refletoras poderá transformar estes equipamentos em alguns dos objetos artificiais mais brilhantes em órbita.

À semelhança dos enviados para a órbita da Terra, os investigadores receiam que o aumento do número de reflexos no céu:

Tudo isto, dificultando o estudo de objetos celestes mais ténues.

Além disso, têm sido levantadas preocupações relacionadas com os potenciais impactos:

Além disso, os receios focam-se, também, na possibilidade de umaempresa privada decidir quando e onde determinadas regiões deverão ser iluminadas.

 

Fonte: Pplware

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