Portanto, depois da estreia em abril, o sistema Volta foi capaz de recolher um total de 55,5 milhões de embalagens nos seus primeiros três meses de vida. Números oficiais da SDR, que parecem ser extremamente saudáveis a uma primeira vista. Mas, são números que não contam a história toda.

Portanto, caso não saibas, em Portugal são consumidas cerca de 4,2 milhões de embalagens de bebidas por dia, o que equivale a aproximadamente 126 milhões de unidades mensais de garrafas de plástico e latas (metal/alumínio) de uso único. E sim, estes números englobam apenas as embalagens compatíveis com o sistema Volta. Porque se formos contar com todas as embalagens vendidas por mês em Portugal, o número seria de 175 milhões.
Assim, se formos fazer algumas contas de algibeira, 126 milhões de embalagens compatíveis com o sistema Volta por 3 meses significa que, durante o período de funcionamento do sistema Volta, foram vendidas cerca de 378 milhões de embalagens. Ou seja, como 378 milhões – 55.5 milhões dá 322.5 milhões de embalagens que ficaram de fora.
Como cada embalagem destas implica um depósito de 10 cêntimos, são 32.25 milhões de euros que ficaram de fora, e que deverão ficar para o Fundo Ambiental, e claro, para a manutenção e evolução do sistema ao longo dos próximos tempos.
A questão aqui é… Isto é um sucesso? Ou com tanto dinheiro a ficar para trás, é apenas um novo imposto escondido? Partilha connosco a tua opinião na caixa de comentários em baixo.
Fonte: Zero Zero





