O ano de 2026 tem sido dominado pela crise dos chips de memória. Primeiro a memória RAM, e depois os chips NAND Flash que dão origem ao armazenamento interno dos nossos aparelhos computacionais como o smartphone ou o nosso portátil de trabalho do dia-a-dia. Crise essa, como qualquer outra nos tempos que correm, que resultou em aumentos muito significativos de preço para o consumidor final. Aliás, o maior impacto ainda está por vir, ainda não vimos quase nada.
Mas, aqui é preciso ter em conta que esta crise de chips não se deve a dificuldades de produção, como se tivesse existido um terramoto que destruiu 90% das linhas de produção. É diferente. É uma crise consequência de uma procura superior à oferta.
Feliz ou infelizmente (ainda não percebi qual dos dois), o mundo da IA está a crescer a um ritmo absurdo, e devido a decisões um pouco estranhas na altura da pandemia, as linhas de produção das fabricantes chave (onde podemos encontrar a Samsung) ficaram paradas no tempo. Houve um corte no investimento, e em alguns casos, até um corte na produção, o que normalmente se faz para tentar inflacionar o preço do produto.
Onde é que eu quero chegar? Já lá vamos.

Portanto, apesar do facto de a Samsung ainda não conseguir o nível de integração que a Apple conseguiu trazer para cima da mesa (que consegue conjugar hardware e software), a realidade é que a grande maioria dos componentes que dão vida aos aparelhos da gigante sul-coreana são produzidos internamente.
Ou seja, estamos a falar do ecrã, da bateria, do próprio corpo de alumínio, e claro, dos chips de memória (RAM e NAND Flash). Aliás, em alguns modelos (e em alguns mercados), isto também é verdade para o SoC (Exynos).
Assim, se o custo de produção dos chips é exatamente o mesmo, e a Samsung os produz internamente, o seu preço aumentar acaba sempre por ser um bocadinho estranho. Sim, é verdade que a Samsung tem várias sub-empresas debaixo da sua alçada, denominadas de “divisões”. Mais concretamente, os chips são personalizados e produzidos pela Samsung DS, isto enquanto quem produz os smartphones é a divisão DX.
Mas, mesmo que uma divisão queira vender a preços mais altos, porque isso vai ter impacto nas contas desse grupo… A realidade é que a Samsung tem mais facilidade nos chips do que qualquer outra fabricante. No caso, até mais facilidade do que a Apple, a sua grande rival.
Por isso, ficar a saber que vamos ver aumentos de preço à volta dos 100€ ou 200€, nos aparelhos da Samsung, montados a partir de 90% de materiais Samsung… É estranho, e deveria meter os consumidores a pensar se faz assim tanto sentido.
Antes de mais nada, o que pensas sobre tudo isto? Partilha connosco a tua opinião.
Fonte: Zero Zero






