O Presidente moçambicano participa esta quarta-feira, em Cascais, com o chefe de Estado português, no EurAfrican Forum, na terceira deslocação a Portugal que realiza desde dezembro e no dia em que assinala um ano e meio de presidência.
Em entrevista à Lusa na terça-feira, em Maputo, antes de partir para Lisboa, Daniel Chapo destacou que as “relações diplomáticas e políticas entre Moçambique e Portugal são excelentes“, e que nos últimos tempos têm sido dados passos “importantes” nas relações económicas e comerciais.
“Portugal é um dos maiores parceiros estratégicos de desenvolvimento económico e social de Moçambique e nós achamos que precisamos estreitar cada vez mais as nossas relações económicas e comerciais. E este é um aspeto que, se ficar atento nas nossas últimas visitas a Portugal, temos focado as nossas atenções para este aspeto”, apontou o chefe de Estado moçambicano.
Daniel Chapo participa esta manhã, na qualidade de convidado de honra, na sessão de abertura da nona edição daquele fórum, organizada pelo Conselho da Diáspora Portuguesa, sob o lema “África em Ascensão: Prosperidade através da Cooperação Global”.
De acordo com a Presidência moçambicana, a intervenção de Daniel Chapo no encontro insere-se nos esforços de promoção do diálogo entre África, Europa e outros parceiros internacionais, em torno de temas relacionados com investimento, desenvolvimento sustentável e integração económica.
Chapo destacou, na entrevista à Lusa, que o convite do homólogo português para participar no EurAfrican Forum, precisamente no dia em que assinala um ano e meio de governação — empossado em 15 de janeiro de 2025 —, é “um sinal inequívoco das excelentes relações” entre os dois países.
“Os nossos países precisam de crescer, precisam de desenvolver. Tanto o Governo português como o Governo moçambicano precisam de criar melhores condições de vida para a população. Daí que achamos que é extremamente importante virarmos as nossas atenções para as relações económicas, comerciais, que são também excelentes. Mas podemos aprimorar cada vez mais”, disse.
A deslocação a Portugal decorre até 17 de julho e prevê encontros de trabalho com o Presidente da República portuguesa, António José Seguro, e com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, entre outras entidades portuguesas.
O Presidente moçambicano afirmou em 9 de dezembro último, no Porto, que Portugal é “parceiro estratégico e privilegiado” do desenvolvimento económico de Moçambique, desafiando os empresários portugueses a investir no país, recordando as reformas em curso.
Um pedido que retomou antes de voltar a partir para Lisboa, afirmando que têm de garantir o lugar já, quando avançam megaprojetos de 50 mil milhões de dólares (43,8 mil milhões de euros) no gás, e avisando que esperar por amanhã será tarde.
“Convido os empresários portugueses para se posicionarem, porque o tempo é agora. E amanhã pode ser tarde”, disse Daniel Chapo, em entrevista à Lusa.
A visita acontece num ano de avanços no terreno nos três megaprojetos de Gás Natural Liquefeito (GNL) na bacia do Rovuma, norte de Moçambique.
Também em 9 de março último, o chefe de Estado esteve em Lisboa para participar na cerimónia de tomada de posse de António José Seguro.
Na mesma entrevista à Lusa, Chapo disse prever que os primeiros desembolsos da linha de 500 milhões de euros de financiamento a empresas portuguesas em Moçambique aconteçam no segundo semestre.
“Estamos a trabalhar neste sentido, para que ao longo deste segundo semestre deste ano haja já desembolso dos valores e os projetos que foram definidos possam realmente arrancar”, avançou Daniel Chapo.
Portugal e Moçambique assinaram em 9 de dezembro, no Porto, 22 instrumentos jurídicos de cooperação durante a sexta cimeira bilateral, incluindo uma adenda ao Programa Estratégico de Cooperação 2022-2026 entre ambos os governos e esta linha de crédito.
Fonte: Observador





