InícioRevistaTecnologiaLiveMode TV vai mudar tudo e o cartel já treme!?

LiveMode TV vai mudar tudo e o cartel já treme!?

O terramoto que as operadoras temiam? O futebol vai mudar de vez, e as três do costume estão a tremer. – Se andas atento aos meus artigos aqui na Leak.pt sobre a guerra aberta no mundo das telecomunicações, as jogadas de bastidores das operadoras e a forma como a tecnologia deita abaixo os monopólios mais antigos, sabes perfeitamente que o desporto sempre foi a “galinha dos ovos de ouro” para prender os clientes.

Ou seja, durante anos e anos, vivemos em Portugal sob a ditadura de um autêntico cartel montado pela Sport TV, onde MEO, NOS e Vodafone (as três incumbentes que controlam 75% daquele canal) obrigavam o consumidor a subscrever pacotes caríssimos com fidelizações de 24 meses só para conseguir ver um jogo de futebol.

Mas, a corda estica tanto que acaba por partir, e o mercado de 2026 está prestes a assistir ao maior abalo de sempre no ecossistema dos media.

As regras do jogo estão a ser reescritas por novos operadores como a Digi, mas a verdadeira bomba atómica que está a deixar as três do costume em pânico vem de fora e chama-se Live Mode TV no YouTube.

Partilha de contas acabou: DAZN, Sport TV e YouTube estão a cortar o acesso

Portanto, o paradigma antigo era ridículo. Afinal, para veres desporto tinhas de ter a internet fixa deles, o serviço de televisão deles, a box deles e ainda pagar a subscrição premium do canal. O novo paradigma deita tudo isto por terra. A plataforma Live Mode TV, que conta com Cristiano Ronaldo como investidor de peso desde maio de 2026 e uma parceria estratégica com o Benfica para conteúdos exclusivos, começou a transmitir os jogos do Mundial de futebol diretamente no YouTube de forma totalmente gratuita.

O problema para os media tradicionais é monumental. De repente, para veres o jogo de Portugal com uma cerveja e uns amendoins à frente, já não precisas de pacotes de TV ou de boxes. Basta uma Smart TV ou um simples telemóvel com um cartão de dados móveis que custa cinco euros por mês.

O pânico instalou-se de tal forma nos escritórios dos canais tradicionais que o CEO da Media Capital, Pedro Morais Leitão, já veio falar publicamente, acusando a FIFA e a Google de usarem o YouTube como um “instrumento de pressão económica agressiva”.

Escusas de fechar os olhos: o medo deles não é a concorrência, é verem o seu modelo de negócio obsoleto ser completamente substituído.

IMAGEM

Entretanto, para tentarem travar esta sangria de clientes, as operadoras tentaram criar o mito de que o tráfego de vídeo do YouTube asfixia as redes e andaram a fazer lobby por uma taxa chamada “Fair Share”.

Como seria de esperar, levaram uma resposta clara da Comissão Europeia, que chumbou a ideia e confirmou que a Google até instala servidores físicos (Google Global Cache) gratuitamente dentro das centrais das próprias operadoras para que os vídeos carreguem instantaneamente sem sobrecarregar as redes internacionais.

A Altice/MEO e a NOS continuam a apresentar lucros recorde e margens EBITDA brutais. O desespero delas prende-se com o facto de estarem prestes a transformar-se em meros “dumb pipes”. Ou seja, simples fornecedores de fios de internet.

Assim, se o futebol e o desporto passam a estar disponíveis no YouTube ou através de subscrições independentes online como faz a DAZN, qual é a vantagem de continuares fidelizado 24 meses às três do costume a pagar balúrdios? Nenhuma. Ficas muito melhor servido ao contratar apenas a internet barata e sem tretas de uma Digi ou de uma Liga-T.

O mercado está finalmente a ser obrigado a mudar e a centralização dos direitos desportivos. De facto, agora aprovada pela Autoridade da Concorrência,. É algo que vai abrir as portas para que mais gigantes tecnológicos comprem os jogos em bloco. Destruindo assim o monopólio da Sport TV.

No fim do dia, a única coisa que deve fidelizar um cliente é a qualidade e o preço do serviço! E não os contratos de fidelização abusivos.

Agora, é ver o que tudo isto vai dar. Espero que o mercado mude e se torne mais simpático para o consumidor.

 

Fonte: Zero Zero

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